Verdadeiro significado do amor

Descriptografando a Carta Rosa

2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
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OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
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2020.09.19 14:53 TezCalipoca A ignorância é uma bênção

A ignorância é uma bênção. Não sei se alguém já cunhou essa frase antes, mas cada vez mais consigo perceber o quão verossímil ela é.
Não me refiro a ignorância bruta, à forma humana agressiva e violenta, de tratar das coisas sem conhecimento. A ignorância de não saber o que aconteceu com o computador e tentar consertar através de golpes na máquina. A ignorância de um homem que é incapaz de compreender a liberdade e a independência de uma mulher e com isso, parte para agressões, como maneira de justificar a posição superior que supõe estar.
Falo de uma ignorância intelectual. De uma falta de interesse sobre o mundo. Até mesmo de uma falta de ambição. Uma despreocupação com o futuro, com o que se passa em Brasília, com qualquer outra coisa que não seja o agora. Grande parte da população brasileira (quiçá latino-americana) se encontra nesse âmbito da ignorância.
Essas pessoas não possuem grandes metas de vida. Normalmente, no caso masculino, a grande preocupação, o grande sonho, é possuir um carro. Não precisa ser um carro completo, não tem problema pagar 72 prestações de R$500,00. O importante é ter um carro para chamar de seu, que possa usar nos fins de semana, ou quando quiser “dar uma banda”, como se diz por esses rincões gauchescos.
Até mesmo o carro pode ser algo simples. Afinal, o Gol caixa de 1992 é estiloso. Esses homens, que denomino aqui como ignorantes (e veja bem, não me cancele antes de entender o significado e a razão pela qual uso dessa nomenclatura!) almejam, simplesmente, um carro. Trabalham suas oito horas por dia em fábricas, lojas, mecânicas, eventualmente escritórios, com seu salário em torno de R$1.700,00 por mês. Não precisam de mais do que isso. É o suficiente para pagar as prestações do financiamento, os boletos de água, luz, internet e da TV a cabo que não usa. Até consegue fazer sobrar um dinheiro para sair beber uma cerveja com os amigos no fim de semana, ou ir em uma “baladinha pegá as mina”. Ou para tornar esse texto mais próximo da minha realidade geográfica, “pra pegá muié”.
Qual é a meta desses homens, após conseguir seu carro? Investir em uma educação, para poder ter um emprego melhor e que lhe seja mais aprazível? Preparar-se para viajar para lugares diferentes do mundo? Abrir um empreendimento? Não. O homem ignorante não tem ambição, não tem a capacidade de planejar. Para ele, alcançado o seu sonho de ter um carro com 24 anos de idade, é hora de seguir com a vida.
Muitos passam mais alguns anos usando o salário para fazer investimentos. Mas não em ações, negócios ou educação. Investimento no carro. Rodas, som, estofamento de couro, qualquer coisa é suficiente para que o homem ignorante queira usar seu suado dinheiro para fazer seu Kadett 1988 ficar mais atraente, mais potente, mais bonito. Outros homens, porém, não sentem tanta atração assim pelo seu carro. Que fazem então com seu salário? Usam com sua namorada.
A namorada. A mulher. Todo homem ignorante quer ter uma companheira. Não significa que ele seja fiel a ela, ou que ele a ame de verdade. O mesmo talvez seja verdade para com a mulher. O homem ignorante quer uma mulher porque para ele, somente assim ele poderá ter uma família. Mas que tipo de mulher iria se interessar por esse tipo de homem?
A resposta é muito simples. A mulher ignorante. Assim como sua contraparte masculina, ela também não tem ambição, não tem metas, não tem planos. Findo o Ensino Médio, com sua gloriosa festa de formatura, momento mais alto de sua vida, onde está embebida do carinho (nem sempre verdadeiro) de suas amigas. Onde recebe elogios pelo simples fato de respirar. Onde sente que alcançou uma conquista deveras relevante – e que talvez realmente o seja, se considerarmos o contexto da mulher ignorante.
Após esse apogeu da sua juventude, a mulher ignorante segue o mesmo caminho do homem ignorante. Algum trabalho simples, com pouco esforço intelectual, em lojas, supermercados, eventualmente como secretárias ou recepcionistas. Ninguém quer lhe oferecer uma função melhor. Ela não quer uma função melhor.
Qual o sonho dessa mulher ignorante? Ao contrário do homem, não é algo que se materializa em um carro. É algo maior: uma família. Em cidades interioranas, a forte presença de ideários machistas ainda faz as mulheres sonharem em ter um casal de filhos e um marido, em um casamento onde dificilmente haverá amor. Mais justo dizer que há uma obrigação nesse casório. Não querem ter suas vidas, seus sonhos, seus projetos. Querem apenas um lar para cuidar.
É nesse momento que os dois ignorantes se encontram e assim, dão início a sua longeva vida como casal. Talvez se conheçam em uma festa genérica. Talvez se conheçam nas redes sociais, com uma conversa genérica. Talvez sejam apresentados por amigos em comum, também genéricos. Independente de tudo, os ignorantes se encontram e começam sua vida ignorante de maneira conjunta.
Aos poucos os filhos nascem. Normalmente os ignorantes querem um casal de crianças, para que o guri seja educado pelo pai e a guria pela mãe. Assim como seus progenitores, esses pequenos também serão ignorantes, também herdarão essa falta de ambição, de visão, de planejamento.
Mas não vamos nos adiantar. Antes, vamos analisar o casal ignorante. Muitas vezes as amarras machistas se mantem nesses casais, onde a mulher assume o papel de dona-de-casa, como isso função natural feminina. Mas existem casos – muito mais movidos pela necessidade material – onde ambos trabalham. De qualquer forma, a rotina da família é sempre a mesma. As crianças estudam, pai e mãe trabalham. Às vezes há a visita de familiares, primos e tios igualmente ignorantes. As férias, no máximo, consistem em viajar para uma praia. E durante todo o tempo, a família ignorante vai para a mesma praia e faz a mesma coisa. Sentam-se na areia olhando para o nada, bebendo cerveja e mexendo no celular. As crianças, como lhes é próprio da infância, aproveitam para brincar no mar. A imaginação faz com que qualquer grão de areia possa ser único e divertido à sua maneira.
Mas as crianças viram adolescentes. Adolescentes ignorantes. Não há um interesse em estudar, a maior preocupação são as fofocas dos amigos (e dos inimigos) e dar uns beijos, eventualmente. Pai e mãe não fazem essa cobrança dos estudos. Afinal, única coisa que importa é passar de ano. Para que exatamente, não se sabe, mas é importante.
Durante toda essa existência familiar, esse homem, essa mulher e essas crianças ignorantes não almejam nada que esteja fora do alcance. Talvez não saibam da possibilidade disso. São facilmente maleáveis pelos fluxos constantes da sociedade, em suas vertentes sociais e políticas. O pai não entende nada de economia, mas sempre dá sua opinião infundamentada sobre alguma coisa. Normalmente leva em conta o que alguém lhe disse em uma mesa de bar. A mãe, se quer se preocupa com esses assuntos. À mulher ignorante lhe interessa apenas a fofoca, a intriga, os assuntos mundanos próximos da sua realidade. O arroz está caro? Que pena, mas sabia que a tia da Neusa, que era casada com o Robson, agora se casou pela terceira vez, dessa vez com um paranaense?
E os adolescentes ignorantes? São esponjas de ondas políticas e sociais, nem sempre com boas intenções. Quantos por aí sequer abriram um livro na vida? Não possuem nenhum senso de cultura a não ser aquilo que a massa consome. Tom Jobim? Legião Urbana? Djavan? O que lhes interessa é o MC alguma coisa, a dupla sertaneja de nomes genéricos, no máximo alguma cantora pop de renome internacional, como uma Anitta.
Ainda assim, essas pessoas são felizes. A maior preocupação é o entretenimento. O homem ignorante só quer sair nos fins de semana com seus amigos beber cerveja, comer carne e assistir ao jogo de futebol. Mesmo depois de casado, sua maior preocupação continua sendo o futebol e uma eventual bebedeira com seus amigos. A mulher ignorante, mais limitada ainda, só se preocupa com a vida dos outros. Nada lhe deixa mais feliz do que se reunir com suas amigas para conversar sobre a vida das vizinhas. Não há satisfação maior na vida.
E aqui venho novamente dizer que a ignorância é uma bênção. Por quê?, talvez você me pergunte. Afinal, após toda essa crítica a esse lifestyle dos ignorantes, como posso afirmar que isso é uma bênção?
Certa manhã, estava eu, estudando, como tenho feito nos últimos meses. Após estudar o que havia planejado, decido ouvir um pouco de música. Minha criação não foi a mesma de uma pessoa ignorante. Desde criança, minha mãe sempre me incentivou a estudar. Quando eu tinha cinco anos, ela me comprou uma Revista Recreio. A partir daí, desenvolvi um grande interesse pela leitura, pelo conhecimento. Paleontologia, arqueologia, história, até mesmo a criação geológica do planeta, tudo isso me fascinava e me instigava a ir atrás de explicações, de respostas.
Mas estou divagando. Voltemos à música. Meu gosto musical, não sei como foi desenvolvido, mas é um tanto, digamos exótico. Sou um grande aficionado por estilos musicais que não são muito ouvidos pelos rincões do Rio Grande do Sul, onde vivi minha adolescência e meus primeiros anos como adulto. Tango, salsa, jazz, blues, bossa nova, só para mencionar alguns. É claro, não quero dizer que sou um erudito, até porque também gosto de ouvir estilos musicais mais populares.
O ponto que quero tratar aqui, é que nessa manhã, após os estudos, decido ouvir um tango, enquanto me arrumava para sair. A elegância e a qualidade musical me deixaram estupefato de maneira única e logo comecei a refletir sobre meu futuro e como adoraria, em alguns anos, visitar novamente Buenos Aires.
Logo que penso nisso, vejo o que tenho feito da minha vida. Quantas preocupações, ânsias, tormentos não tenho passado por conta do futuro? Em pensar se terei sucesso no que almejo? Não pretendo compartilhar meus sonhos, mas com certeza é algo muito mais grandioso (é claro que é relativo, mas me refiro no sentido de esforço) do que um simples carro.
Pensar em quanto eu e tantos outros, que estão fora dessa categoria de ignorantes, se preocupam com essas questões, me deixou reflexivo. Basta ver a quantidade de pessoas ansiosas no Brasil. Ansiosas por esses mesmos temores: será que terei sucesso? Será que conquistarei o que almejo? Será que vai dar tudo certo? Preocupações essas que os ignorantes não possuem. Afinal, a cerveja da sexta-feira é garantida.
É claro, os ignorantes ainda se preocupam em quem sabe perder o emprego. Mas normalmente, seus trabalhos não requerem muito esforço. Os ignorantes só querem receber o salário, sem se preocupar em buscar uma posição melhor, uma renda melhor.
Com isso concluo que a ignorância é uma bênção. A ignorância lhe permite ter uma vida feliz. Uma vida simples, sem variar muito, mas sem dúvida feliz. Uma vida protegida das hostilidades do mundo, uma vida abençoada, pela ignorância. Através desse véu que ilude e que engana, os ignorantes são satisfeitos.¹
¹É claro que existem inúmeras questões sociais em torno do que compõe os ignorantes. Educação fraca, ausência de ações sociais, pobreza, enfim. Mas o propósito desse devaneio, não é questionar esses problemas, ou sequer apontar as consequências dessa ignorância intelectual. É refletir sobre como a vida é simples para aqueles sem conhecimento. Se você considera como boa, ou ruim, depende de você.
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2020.03.24 19:34 hansomsanon Qual é o sentido da vida?

Uma vez eu vi essa frase em um artigo: “Não importa o que a humanidade busque ou o que deseje, apenas aqueles que retornam para diante do Criador e obedientemente cumprem e completam o que deveriam fazer e a comissão que aceitaram viverão com uma consciência tranquila e viverão de uma maneira que é certa e apropriada, sem dor alguma. Esse é o significado e o valor da vida.
Esta frase afirmou de forma sucinta e penetrante o valor e o significado da vida das pessoas, o que me atraiu. O protagonista do artigo é um crente que acredita em Deus. Quando ela foi visitar seu pai, o pai dela estava pensando em quando ela poderia se tornar uma líder e ter uma carreira de sucesso. Diante do "cuidado" do pai dela, ela pensou: Buscar dinheiro e fama realmente traz felicidade? Se sim, por que ela vê o rosto velho e cansado do pai? Pode-se ver que, embora o pai tenha dinheiro e sua vida material tenha melhorado, mas o dinheiro não lhe trouxe verdadeira felicidade. Diante dessa cena, ela pensou nas revelações da palavra de Deus: “Na verdade, não importa quão elevados sejam os ideais do homem, não importa quão realistas sejam seus desejos ou quão apropriados possam ser, tudo que o homem deseja alcançar, tudo que o homem busca está inextricavelmente ligado a duas palavras. Essas duas palavras são de vital importância para a vida de cada pessoa, e elas são coisas que Satanás pretende incutir no homem. Quais são essas duas palavras? São “fama” e “ganho”. Satanás usa um tipo de método muito sutil, um método muito mais de acordo com as noções das pessoas que de forma alguma é radical, através do qual ele faz com que as pessoas aceitem inadvertidamente o modo de vida de Satanás, suas regras para viver e para estabelecer metas de vida e seu rumo na vida e, ao fazê-lo, elas também chegam inadvertidamente a ter ambições na vida. Não importa o quanto essas ambições de vida possam parecer grandiosas, elas estão inextricavelmente ligadas a “fama” e “ganho”. Tudo que qualquer pessoa importante ou famosa — todas as pessoas na verdade — segue na vida tem relação unicamente com essas duas palavras: “fama” e “ganho”. […] As pessoas pensam que, uma vez que tenham fama e ganho, elas poderão tirar proveito dessas coisas para desfrutar de alto status e grande riqueza e aproveitar a vida. Pensam que fama e ganho são um tipo de capital que elas podem usar para obter uma vida de busca de prazer e desfrute irresponsável da carne. Por amor a essa fama e ganho que a humanidade tanto cobiça, as pessoas voluntariamente, ainda que inadvertidamente, entregam seu corpo, sua mente e tudo o que têm, seu futuro e destino a Satanás. Elas agem assim sem hesitar um instante sequer, sempre ignorantes da necessidade de recuperar tudo que entregaram. As pessoas podem reter qualquer controle sobre si mesmas uma vez que se refugiaram em Satanás dessa forma e se tornaram leais a ele? Certamente não. Elas são completa e totalmente controladas por Satanás. Elas afundaram completa e totalmente num atoleiro e são incapazes de se libertar. Uma vez que alguém está atolado em fama e ganho, ele já não busca aquilo que é claro, o que é justo nem aquelas coisas que são belas e boas. Isso é assim porque o poder sedutor que a fama e o ganho têm sobre as pessoas é grande demais; elas se tornam coisas para as pessoas buscarem por toda a sua vida e mesmo por toda a eternidade sem fim. Não é verdade?
O protagonista distinguiu da palavra de Deus os meios e métodos que Satanás corrompe a humanidade, e viu a essência e as conseqüências da busca pela fama e status. Mais tarde, o protagonista também encontrou o verdadeiro valor e significado da vida da palavra de Deus… Compartilhe este artigo:
Reflexão cristão: Qual é o valor e o significado da vida?
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2020.02.08 00:45 altovaliriano Quem mandou Mandon Moore matar Tyrion?

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/1c8sa9/spoilers_all_complete_analysis_who_was_mandon/
Autor: Galanix (moderador do asoiaf)
Título original: Complete Analysis: Who was Mandon Moore's Blackwater patron?

Durante a Batalha da Água Negra, Sor Mandon Moore tenta matar Tyrion na ponte de navios, mas falha devido à intervenção de Podrick Payne. Depois, Tyrion parece totalmente convencido de que Cersei foi quem colocou Moore nisso, mas não acredito que este seja esse o caso.

QUEM FOI MANDON MOORE?

Jaime o descreveu como um dos homens mais perigosos da Guarda Real, porque seus olhos não revelavam nada. Ele geralmente não era querido e até riu de Barristan depois que este foi expulso da Guarda Real. Durante a revolta em Porto Real, após a partida de Myrcella, Mandon abandonou Sansa (a quem ele foi encarregado de proteger) e, em vez disso, protege Joffrey. Tyrion mais tarde o repreende por isso.
Varys nos dá a melhor panorama sobre Sor Mandon quando Tyrion o questiona:
Bronn tinha desenterrado tudo que pôde sobre Sor Mandon, mas não havia dúvida de que Varys poderia lhe dizer muito mais... se decidisse dividir o que sabia.
– O homem parece ter sido bastante desprovido de amigos – disse Tyrion, com cautela.
– Lamentavelmente – disse Varys –, oh, lamentavelmente. Talvez conseguisse encontrar alguns familiares se revirasse algumas pedras no Vale, mas aqui... Lorde Arryn trouxe-o para Porto Real e Robert deu-lhe seu manto branco, mas temo que nenhum dos dois gostasse muito dele. Nem era o tipo de homem que os plebeus aplaudem nos torneios, apesar de sua indubitável perícia. Ora, até seus irmãos da Guarda Real nunca chegaram a nutrir por ele amizade. Certa vez, ouviram Sor Barristan dizer que o homem não tinha nenhum amigo fora a espada e nenhuma vida para além do dever... mas, entenda, não creio que Selmy dissesse isso inteiramente como elogio. E isso é estranho, se pensarmos no assunto, não é? Daria para dizer que são essas as exatas qualidades que procuramos para a nossa Guarda Real... homens que não vivem para si, mas para o seu rei. Visto sob essa luz, nosso bravo Sor Mandon era o perfeito cavaleiro branco. E morreu como um cavaleiro da Guarda Real devia morrer, de espada na mão, defendendo um homem do sangue do rei. – O eunuco brindou-o com um sorriso bajulador e observou-o atentamente.
Tentando assassinar um homem do sangue do rei, você quer dizer. Tyrion perguntou-se se Varys saberia mais a respeito do que estava dizendo.
(ASOS, Tyrion II)
A partir disso, sabemos que Sor Mandon veio originalmente do Vale e foi trazido a Porto Real por Jon Arryn. Também vemos que ele tinha poucos amigos e aparentemente não tinha lealdade, a não ser ao seu próprio dever. Quem o mandou matar Tyrion? Vamos explorar os candidatos ...

MOTIVOS PRÓPRIOS

É possível que Sor Mandon tenha matado Tyrion por sua própria vontade. Ele é geralmente um personagem não reativo, mas alguém poderia poderia arguir que Tyrion o antagonizou. Sor Mandon estava aparentemente familiarizado com Sor Vardis Egen - o homem que Bronn matou no julgamento de Tyrion no Ninho da Águia. Essa informação é usada para zombar de Ser Mandon quando Tyrion o conhece:
– Sor Mandon, não conhece os meus companheiros. Este é Timett, filho de Timett, Mão Vermelha dos Homens Queimados. E este é Bronn. Lembra-se de Sor Vardis Egen, que era capitão da guarda doméstica de Lorde Arryn?
– Conheço o homem.
Os olhos de Sor Mandon eram cinza-claros, estranhamente descorados e sem vida.
– Conhecia – corrigiu Bronn, com um fino sorriso. Sor Mandon não se rebaixou a mostrar que o tinha ouvido.
(ACOK, Tyrion I)
Mais tarde, Sor Mandon é designado como guarda pessoal de Sansa quando ocorre a revolta após a partida de Myrcella. Tyrion o repreende e a Sor Boros por não terem protegido:
– Sor Mandon, você era o escudo dela.
O homem permaneceu impassível: – Quando atacaram Cão de Caça, pensei primeiro no rei.
[...]
Tyrion tinha engolido o máximo que conseguia.
– Que os Outros levem a porra de seus mantos! Tire-o, se tem medo de usá-lo, maldito imbecil… Mas encontre Sansa Stark ou, juro, mandarei que Shagga abra essa sua cabeça feia para ver se há alguma coisa aí dentro além de chouriços.
(ACOK, Tyrion IX)
Com base nas citações acima, é possível que Sor Mandon tivesse ressentimento de Tyrion e decidiu lidar com o assunto por conta própria no Água Negra. No entanto, não acho que Sor Mandon seja do tipo que tome uma atitude tão ousada contra alguém da família real sozinho. Além disso, essa é a opção apresenta com menos significado literário e tudo me parece fútil se ninguém mais estiver por trás disso.

CERSEI

Claramente, Cersei tinha os motivos para matar Tyrion. Em geral, havia pouco amor entre os dois. Ele havia recentemente tomado Tommen como refém, mandado Myrcella para Dorne e ela acreditava que ele era seu valonquar .
O próprio Tyrion acredita que ela é a opção da mais óbvia:
Cersei deve lhe ter pago para se assegurar de que eu nunca voltaria da batalha. Por que outro motivo teria feito aquilo? Nunca fiz a Sor Mandon nenhum mal, que eu saiba. Tyrion tocou o rosto, puxando a carne esponjosa com dedos grossos e desastrados. Outro presente de minha querida irmã.
(ACOK, Tyrion XV)
Ali, na Fortaleza de Maegor, todos os criados eram pagos pela rainha, e por isso qualquer visitante podia ser outra das marionetes de Cersei, enviada para acabar o serviço que Sor Mandon tinha começado.
[...] Já estive aqui duas vezes e encontrei-o morto para o mundo.
– Morto, não. Embora minha querida irmã tenha tentado. – Talvez não devesse ter dito aquilo em voz alta, mas Tyrion já não se importava. Cersei estava por trás da tentativa de Sor Mandon de matá-lo, sabia disso emseu âmago.
(ASOS, Tyrion I)
No entanto, existem algumas razões pelas quais acho que Cersei não é a melhor opção:
Até Tyrion achou estranho que Cersei usasse Ser Mandon em vez dos outros três:
Sabia que Sor Meryn e Sor Boros pertenciam à irmã, e mais tarde Sor Osmund, mas permitira-se acreditar que os outros não tinham sido completamente perdidos pela honra.
(ACOK, Tyrion XV)
Além disso, quando Lancel relata a Cersei sobre o estado da batalha, ela diz para ele comunique a Tyrion como se esperasse que ele ainda estivesse vivo:
Quando Sor Lancel Lannister disse à rainha que a batalha estava perdida, ela virou a taça de vinho vazia que tinha nas mãos e disse: – Vá dizer isso ao meu irmão, sor – sua voz soava distante, como se a notícia não lhe interessasse grandemente.
(ACOK, Sansa VII)
Além disso, se Cersei queria que Tyrion morresse, matá-lo enquanto ele protegia a cidade e sua própria família parece estar fora do compasso até para ela. Mas se não foi Cersei, quem teria sido?

QUEM MAIS?

Tyrion certamente tinha seu quinhão de inimigos além de Cersei. Muitas pessoas tinha motivo para matá-lo:
Eu não acho que era qualquer uma das pessoas acima. Tywin estava fora guerreando e parece estranho nomear Tyrion como Mão para consertar as coisas apenas para matá-lo em um momento de incerteza. Pycelle estava trancado em uma masmorra e não tinha nenhum relacionamento com Sor Mandon até onde sabemos.
Joffrey certamente poderia ter ordenado a Sor Mandon e, tão cumpridor de seu dever como Mandon era, ele pode ter executado a ordem. Não há nenhuma evidência real a favor ou contra Joffrey, apenas considero esta uma escolha chata e sem inspiração.
Além disso, Joffrey estava cagando nas calças de medo durante a batalha e ele não queria Tyrion morto naquele momento em particular, porque o anão parecia ser o único capaz de manter a ordem das coisas.
Assim, restam duas pessoas que geralmente parecem estar por trás de tudo...

VARYS

Sabemos que a motivação de Varys neste ponto da história era enfraquecer o reino para que Aegon pudesse conquistá-lo mais facilmente. Mais tarde, ele mata Kevan por ser uma Mão muito competente e, sem dúvida, manipulou as circunstâncias para que Tyrion matasse Tywin pelas mesmas razões. Talvez ele quisesse matar Tyrion no Água Negra por ser uma mão competente também.
Desde a primeira citação acima, vimos que Tyrion suspeita que Varys sabe mais do que está falando sobre Sor Mandon. Há também a fala sobre como Varys "O eunuco brindou-o com um sorriso bajulador e observou-o atentamente.". Então, se Varys sabe mais do que está dizendo, por que ele está escondendo isso de Tyrion, a menos que ele seja o responsável?
Uma explicação é que, mesmo que Varys saiba que Mindinho fosse o mandante, serve a seus próprios interesses permitir que Tyrion pensasse que foi Cersei. Fica claro pelo que acontece mais tarde que Varys está preparando Tyrion para se tornar um ativo a ser usado em benefício de Aegon. Então, deixar Tyrion pensar que Cersei tentou matá-lo apenas promove a agenda de Varys, fazendo com que Tyrion se sentisse alienado de sua família e aumentasse sua probabilidade de se voltar contra eles.
Aparentemente, Varys não teve nenhum relacionamento com Sor Mandon, mas Varys é um agiota de informações, então ele possivelmente arranjou algo contra ele. Suponho que o tudo se resume a saber se você realmente acredita que Varys realmente queria Tyrion morto.
Eu sou da opinião de que ele estava preparando Tyrion para jogar a favor de seu time no segundo em que chegou a Porto Real, e não acho que ele quisesse acabar com uma peça tão valiosa quanto Tyrion ainda.
O que nos leva a ...

MINDINHO

Sor Mandon foi trazido do Val para Porto Real junto com Jon Arryn. Mindinho também foi levado a corte por Jon Arryn na mesma época, por isso é lógico que Mindinho e Sor Mandon tivessem algum tipo de relacionamento. Varys diz sobre Sor Mandon que " Lorde Arryn trouxe-o para Porto Real e Robert deu-lhe seu manto branco, mas temo que nenhum dos dois gostasse muito dele.". Se Jon Arryn nem sequer gostava de Sor Mandon, é bem possível que ele tenha entrado no serviço de Jon Arryn por recomendação de outra pessoa, e essa outra pessoa talvez fosse Mindinho.
Mindinho esteve em Ponteamarga durante a maior parte do tempo que antecedeu a Batalha do Água Negra, por isso levanta a questão de saber se ele poderia ter enviado a ordem a Sor Mandon para matar Tyrion. Com base em como ele foi capaz de comunicar instruções a Sansa via Dontos em Tormenta de Espada, podemos assumir que ele poderia ter enviado a ordem a Ser Mandon. Se não foi através do Dontos, teria sido através dos Kettleblacks, um dos quais (Osmund) está na Guarda Real com Sor Mandon.
Mas qual era o motivo de Mindinho? Em A Guerra dos Tronos, Mindinho diz a Catelyn que ele perdeu sua adaga valiriana de punho de osso de dragão (a mesma usada pelo fracassado assassino de Bran) em uma aposta para Tyrion. Isso se revelou uma mentira. A verdade é que Tyrion perdeu a adaga em uma aposta para Robert, e foi Joffrey quem deu a adaga ao assassino. É essa mentira que faz Catelyn prender Tyrion na Estrada do Rei.
Quando Tyrion chega a Porto Real como Mão, a questão da adaga surge com Mindinho:
– Essa também é uma bela faca.
– Ah, é? – havia travessura nos olhos de Mindinho. Puxou a faca e olhou-a num relance casual, como se nunca a tivesse visto antes. – Aço valiriano e um cabo de osso de dragão. Um poucosimples, no entanto. É sua, se quiser.
– Minha? – Tyrion deu-lhe um longo olhar. – Não. Penso que não. Minha, nunca – ele sabe, o canalha insolente. Ele sabe, e sabe que eu sei, e pensa que não posso encostar nele.
(ACOK, Tyrion IV)
Proteger essa mentira pode ser um motivo para Mindinho matar Tyrion, no entanto, ele não parece muito preocupado com isso. O fato de ele continuar carregando a adaga consigo na frente de Tyrion quase parece que ele o está provocando. A verdadeira mentira que Mindinho está tentando proteger vem mais tarde na conversa:
– Lysa é mais tratável do que Catelyn, sem dúvida… mas também mais temerosa, e, pelo que sei, odeia-o.
– Ela crê que tem bons motivos para isso. Quando fui seu hóspede no Ninho da Águia, insistiu que eu tinha assassinado seu marido e não se mostrou disposta a dar ouvidos a negações – Tyrion inclinou-se para a frente. – Se lhe entregar o verdadeiro assassino de Jon Arryn, poderá pensar melhor de mim.
Aquilo fez Mindinho endireitar-se.
– O verdadeiro assassino? Confesso que me deixa curioso. Quem tem em mente?
Foi a vez de Tyrion sorrir:
– Os presentes dou aos meus amigos, livremente. Lysa Arryn terá de compreender isso.
(ACOK, Tyrion IV)
Mindinho raramente é pego de surpresa e acho que Tyrion realmente o abalou aqui. A ironia é que Tyrion pensou que fora Pycelle quem envenenou Jon Arryn, não Mindinho. Mais tarde, Mindinho parece chateado quando descobre que Tyrion mentiu para ele sobre o noivado entre Myrcella-Robert Arryn:
– Gosto tanto de você como sempre gostei, senhor. Embora não aprecie que me façam de bobo. Se Myrcella se casar com Trystane Martell, dificilmente poderá se casar com Robert Arryn, não é mesmo?
– Não sem causar um grande escândalo – admitiu. – Lamento meu pequeno estratagema, Lorde Petyr, mas, quando conversamos, não tinha como saber que os homens de Dorne aceitariam minha oferta.
Aquilo não apaziguou Mindinho.
– Não gosto que mintam para mim, senhor. Deixe-me fora do seu próximo logro.
(ACOK, Tyrion VI)
Diante disso, fica claro que Mindinho tinha motivo, meios e oportunidade. Eu acho que ele é o candidato mais provável a ter ordenado a Sor Mandon que matasse Tyrion no Água Negra. É até possível que Mindinho tenha planejado que Tyrion fosse o culpado pelo assassinato de Joffrey mais tarde, o que seria a terceira vez em que ele tenta arruinar a vida de Tyrion.

TL; DR - Mindinho era quem estava por atrás de Mandon Moore na tentativa de matar Tyrion no Água Negra.

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2019.12.23 17:46 cartascompedro Simpatias de ano novo

Todos os anos, durante o réveillon, Muitas pessoas fazem algum tipo de magia, ritual ou simpatias de ano novo para trazer boas vibrações para o próximo ano.
A ideia é entrar com pé direito no ano que se que se inicia, e o ser humano através da magia das simpatias conseguem construir pontes mais sólidas para ter fé em suas intenções e projetos, e acredite, isso ajudo muito!
Uma coisa que sempre falo, intenção é tudo dentro da magia e da espiritualidade...
2019 passou voando, Alegrias, tristezas, conquistas e frustrações fazem parte de um ano marcado por diversas batalhas, não podíamos esperar menos de um ano com a energia de Ogum.
Vivenciamos o período que se encerra o ano uma ótima oportunidade para rever o ano que passou: as coisas boas e ruins, os acertos e erros e o que é necessário melhorar e manter. Mas, principalmente, fazer novos planos para um novo ciclo que se inicia.
As simpatias de ano novo são muito procuradas, pois todos nós queremos ter um ano feliz cheio de fartura seja na saúde ou financeiramente, não é verdade?
Como diz o velho ditado: Ano Novo, vida nova! E é exatamente por isso, que hoje trago algumas simpatias infalíveis para entrar com o pé direito no ano de 2020.
É necessário que tenhamos em nosso coração o profundo desejo de que o Ano Novo seja diferente, coroado por muita paz, amor, fraternidade, comunhão, saúde e felicidade.
E claro...
É necessário ter fé, é necessário pedir a Deus que tenhamos coragem e força para fazermos todas as mudanças necessárias para que o ano vindouro traga mudanças imensamente positivas na sua vida.
Vamos às simpatias para ano novo?
Simpatia de ano novo para ganhar dinheiro em 2020
Chupar sete sementes de romã na noite do ano novo de 2020 e guardá-las, Lembre-se de embrulhar as sementes de romã em um papel e guardar esse pacotinho na carteira ao longo do ano de 2020;
Não deixe de comer lentilha na ceia ou no réveillon, além de nutritiva, é tradicionalmente tida como um imã de prosperidade;
Lembre-se de espalhar alguns punhados de arroz por todos os cantos da sua cozinha (afinal é dentro dela que se encontra sua prosperidade), Enquanto espalha o arroz cru, mentalize o seu desejo de prosperidade e fartura. Não esqueça de retirar o arroz no dia 6 de janeiro, (Dia de Reis), e colocar em uma planta que cresça bastante, para que sua vida cresça junto !
Uma forma fácil de atrair dinheiro é com o próprio dinheiro, como diz o velho ditado, dinheiro atrai dinheiro, coloque uma nota de dinheiro dentro sapato para passar a Virada.
Escolha uma roupa amarela para a ceia, o amarelo é a cor da fartura.
Veja também: significado das cores para o ano novo
Simpatias de ano novo para ter sorte no amor em 2020
Compre um quartzo rosa e no momento da virada segure-a colocando todas suas intenções e desejos de realização no campo amoroso, No dia 1º deixe a pedra ao sol, recolha antes do sol ir embora e deixe próximo da sua cabeceira de cama. Anote o nome dele ou dela sete vezes em um papel e guarde-o no sapato do pé esquerdo. À meia-noite do dia 31, bata o pé sete vezes no chão, repetindo o nome dele a cada pisada;
Coloque algumas pétalas de rosas vermelhas junto com algumas gotas do seu perfume favorito e uma colher de sopa de mel. Misture em dois litros de água fervente, coloque em um recipiente de vidro e espere esfriar. Coloque agora as pétalas de sete rosas vermelhas e jogue a mistura do pescoço para baixo antes do banho, pedindo que um amor verdadeiro apareça para você. Tome banho normalmente e não conte a ninguém que fez a simpatia;
Lembre-se que se quer ter sorte no amor no ano de 2020 a primeira pessoa que você deve abraçar para dar feliz Ano Novo deve ser do sexo oposto;
Use roupas íntimas novas durante a virada. De preferência nas cores rosa ou vermelha.
Simpatias de ano novo para ter Saúde em 2020
Na manhã do dia 31 de dezembro, separe um punhado de folhas de eucalipto, melissa e hortelã. Lave-as bem, ferva em dois litros de água e coe. Quando estiver morno, depois de tomar banho, jogue essa água no corpo do pescoço para baixo dizendo: “Ano Novo, novos tempos. Que a saúde boa venha e, com alegria, que Deus a tenha”.
Enxugue-se com uma toalha branca e continue usando-a normalmente. Se quiser, jogue as sobras do banho em um jardim florido;
Use roupas verdes na festa de Ano Novo.
Simpatias de ano novo para boa sorte em 2020 Coma 12 uvas
Na Espanha existe um tradicional costume de comer 12 uvas nos primeiros segundos após a meia noite do dia 1º de janeiro. Os espanhóis acreditam que esse ritual traz boa sorte.
Antigamente as uvas eram comidas junto com cada badalada da meia-noite, mas como atualmente é difícil encontrar igrejas que mantenham essa tradição, os “fiéis” criaram adaptações. A mais comum é comer uma uva por minuto.
Simpatias de ano novo para resolução de problemas
Colocar fogo nos problemas. É bastante simples e muito se assemelha a um ritual de banimento. Anote em um papel tudo de ruim que aconteceu em 2019. Quando terminar, basta colocar fogo nesse papel, pedindo ao universo que faça o banimento de todas as energias que te bloquearam.
Simpatias para o ano novo de 2020
Simpatias populares
Se o seu objetivo é viajar muito, durante as primeiras horas desse novo ano, Faça as malas, sente perto dela e intencione, quando e onde em meditação.
Lembre se das cores das peças intimas que vai utilizar, este é um dos rituais mais comuns da virada do ano. Seus objetivos podem ser alcançados através da cor de sua lingerie. Atraia o amor com uma lingerie vermelha ou saúde com uma calcinha verde. Mas não se esqueça, seja qual for a cor, você deve usar peças íntimas novas.
Afaste qualquer tipo de energia negativa, azar, invejas e mau-olhado, vibrando muito ! Durante os doze primeiros minutos do Ano Novo faça muito barulho: grite, toque algum instrumento musical, toque sinos, enfim…
Para ter um ano doce, exatamente à meia-noite, coma um doce com bastante açúcar (caso você não tenha problemas com a glicose).
Espero que tenham gostado e não esqueça de compartilhar com as pessoas que você quer ver bem em 2020
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2019.12.10 19:05 JairBolsogato Jovem russo enfrentou o regime com um discurso de resistência formidável na corte corrupta de Putin

O estudante universitário de 21 anos, Yegor Zhukov, foi acusado de "extremismo" por ter postado vídeos no YouTube falando de protestos não-violentos, sua campanha para vereador de Moscow e abordagens sobre o poder político. Há 4 meses atrás ele citou Vladimir Putin como "louco" que vê o poder como um fim em si mesmo, ao contrário dos ativistas como ele que vê como instrumento de ação comum. Em vários de seus vídeos ele tem a bandeira de Gadsden no fundo ("Don't Tread On Me/Não Pise Em Mim").
O promotor de acusação pediu 4 anos de prisão, mas a corte o sentenciou a 3 anos de liberdade condicional devido à repercussão da fala de Zhukov e centenas de pessoas comparecendo em frente à corte. Como parte da punição, ele está proibido de postar na Internet e sua bandeira foi confiscada e destruída.
Aqui está uma tradução do discurso de Zhukov:
“Esta audiência está preocupada principalmente com as palavras e seu significado. Discutimos sentenças específicas, as sutilezas do fraseado, diferentes interpretações possíveis, e espero que tenhamos conseguido mostrar ao honorável tribunal que não sou extremista, nem do ponto de vista da lingüística nem do ponto de vista de senso comum. Mas agora eu gostaria de falar sobre algumas coisas que são mais básicas do que o significado das palavras. Gostaria de falar sobre por que fiz as coisas que fiz, principalmente porque o especialista do tribunal deu sua opinião sobre isso. Eu gostaria de falar sobre meus motivos profundos e verdadeiros. As coisas que me motivaram a assumir a política. As razões pelas quais, entre outras coisas, gravei vídeos para o meu blog.

“Mas primeiro eu quero dizer isso. O estado russo afirma ser o último protetor dos valores tradicionais do mundo. Dizem-nos que o estado dedica muitos recursos para proteger a instituição da família e para o patriotismo. Também nos dizem que o valor tradicional mais importante é a fé cristã. Meritíssimo, acho que isso pode ser uma coisa boa. A ética cristã inclui dois valores que considero centrais para mim. Primeiro, responsabilidade. O cristianismo é baseado na história de uma pessoa que se atreveu a assumir o fardo do mundo. É a história de uma pessoa que aceitou a responsabilidade no maior sentido possível dessa palavra. Em essência, o conceito central da religião cristã é o conceito de responsabilidade individual.

“O segundo valor é o amor. "Ame o seu próximo como a si mesmo" é a sentença mais importante da fé cristã. Amor é confiança, empatia, humanidade, ajuda mútua e cuidado. Uma sociedade construída com esse amor é uma sociedade forte - provavelmente a mais forte de todas as sociedades possíveis.

"Para entender por que fiz o que fiz, tudo o que você precisa fazer é ver como o Estado russo, que orgulhosamente afirma ser um defensor desses valores, na realidade. Antes de falarmos sobre responsabilidade, precisamos considerar qual é a ética de uma pessoa responsável. Quais são as palavras que um indivíduo responsável repete para si mesmo ao longo de sua vida? Penso que estas palavras são: Lembre-se de que seu caminho será difícil, às vezes insuportavelmente. Todos os seus entes queridos morrerão. Todos os seus planos darão errado. Você será traído e abandonado. E você não pode escapar da morte. A vida é sofrimento. Aceite isso. Mas uma vez que você aceita, depois de aceitar a inevitabilidade do sofrimento, você ainda deve aceitar sua cruz e seguir seu sonho, porque, caso contrário, as coisas só piorarão. Seja um exemplo, seja alguém em quem os outros possam confiar. Não obedeça déspotas, lute pela liberdade de corpo e alma e construa um país em que seus filhos possam ser felizes. '

“É realmente isso que nos ensinam? Essa é realmente a ética que as crianças absorvem na escola? Esses são os tipos de heróis que honramos? Não. Nossa sociedade, como atualmente constituída, suprime qualquer possibilidade de desenvolvimento humano. [Menos de] dez por cento dos russos possuem noventa por cento da riqueza do país. Alguns desses indivíduos ricos são, é claro, cidadãos perfeitamente decentes, mas a maior parte dessa riqueza é acumulada não através de trabalho honesto que beneficia a humanidade, mas, claramente, através da corrupção.

“Uma barreira impenetrável divide nossa sociedade em duas. Todo o dinheiro está concentrado no topo e ninguém lá em cima vai deixar passar. Tudo o que resta na parte inferior - e isso não é exagero - é desespero. Sabendo que eles não têm nada a esperar, que, por mais que tentem, não podem trazer felicidade a si mesmos ou a suas famílias, os homens russos atacam suas esposas ou bebem até a morte ou se enforcam. A Rússia tem a [segunda] maior taxa de suicídio do mundo entre os homens. Como resultado, um terço de todas as famílias russas são mães solteiras com seus filhos. Gostaria de saber: É assim que estamos protegendo a instituição da família?

“Miron Fyodorov [um artista de rap que se apresenta sob o nome Oxxxymiron], que participou de muitas das minhas audiências na corte, observou que o álcool é mais barato que um livro em russo. O estado está pressionando os russos a fazer uma escolha entre responsabilidade e irresponsabilidade, a favor deste último.

"Agora eu gostaria de falar sobre amor. O amor é impossível na falta de confiança. Confiança real é formada por ação comum. Ação comum é uma raridade em um país onde poucas pessoas se sentem responsáveis. E onde a ação comum ocorre, os guardiões do estado imediatamente a vêem como uma ameaça. Não importa o que você faz - esteja ajudando os presos, defendendo os direitos humanos, lutando pelo meio ambiente - mais cedo ou mais tarde você será considerado um 'agente estrangeiro' ou será simplesmente trancafiado. A mensagem do estado é clara: "Volte para a sua toca e não participe de uma ação comum. Se virmos mais de duas pessoas juntas na rua, prenderemos você por protestar. Se você trabalhar em conjunto em questões sociais, atribuiremos a você o status de "agente estrangeiro". De onde vem a confiança em um país como esse - e onde o amor pode crescer? Não estou falando de amor romântico, mas do amor da humanidade.

“A única política social que o estado russo segue consistentemente é a política de atomização. O estado nos desumaniza nos olhos um do outro. Aos olhos do estado, paramos de ser humanos há muito tempo. Caso contrário, por que trataria seus cidadãos do jeito que é? Por que pontua seu tratamento das pessoas através de espancamentos diários, tortura na prisão, inação em face de uma epidemia de HIV, o fechamento de escolas e hospitais, e assim por diante?

"Vamos nos olhar no espelho. Deixamos que isso seja feito conosco e em que nos tornamos? Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu responsabilidades. Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu o amor. Mais de duzentos anos atrás, Alexander Radishchev [amplamente considerado como o primeiro escritor político russo], enquanto viajava de São Petersburgo a Moscou, escreveu: ‘Olhei em volta de mim e minha alma foi ferida pelo sofrimento humano. Eu então olhei dentro de mim e vi que os problemas do homem vinham do próprio homem. 'Onde estão esses tipos de pessoas hoje? Onde estão as pessoas cujos corações doem tanto pelo que está acontecendo em nosso país? Por que quase nenhuma pessoa assim restou?

“Acontece que a única instituição tradicional que o Estado russo realmente respeita e protege é a instituição da autocracia. A autocracia visa destruir qualquer pessoa que realmente queira trabalhar em benefício da pátria, que não tenha medo de amar e assumir responsabilidades. Como resultado, nossos cidadãos sofredores tiveram que aprender que a iniciativa será punida, que o chefe está sempre certo apenas porque ele é o chefe, que a felicidade pode estar ao seu alcance - mas não para eles. E tendo aprendido isso, eles gradualmente começaram a desaparecer. Segundo a autoridade estatística do estado, os russos estão desaparecendo lentamente, à taxa de quatrocentas mil pessoas por ano. [As mortes excederam os nascimentos em quase duzentos mil nos primeiros seis meses de 2019.] Você não pode ver as pessoas por trás das estatísticas. Mas tente vê-los! Estas são as pessoas que se bebem até a morte por desamparo, as pessoas morrendo de frio em hospitais sem aquecimento, as pessoas assassinadas por outros e as que se matam. Essas são pessoas. Pessoas como você e eu.

"A essa altura, provavelmente já está claro por que fiz o que fiz. Eu realmente quero ver essas duas qualidades - responsabilidade e amor - em meus concidadãos. Responsabilidade por si mesmo, pelos vizinhos e pelo país. Este meu desejo, Meritíssimo, é outra razão pela qual eu não poderia ter chamado por violência. A violência gera impunidade, o que gera irresponsabilidade. Da mesma forma, a violência não suporta amor. Ainda assim, apesar de todos os obstáculos, não tenho dúvidas de que meu desejo se realizará. Estou olhando para o futuro, além do horizonte de anos, e vejo uma Rússia cheia de pessoas responsáveis ​​e amorosas. Será um lugar verdadeiramente feliz. Quero que todos imaginem a Rússia assim. E espero que esta imagem possa guiá-lo em seu trabalho, como me levou no meu.

“Concluindo, gostaria de afirmar que, se o tribunal decidir que essas palavras são ditas por um criminoso verdadeiramente perigoso, os próximos anos da minha vida serão marcados por privações e adversidades. Mas olho para as pessoas [que foram presas na última onda de prisões de ativistas] e vejo sorrisos em seus rostos. Duas pessoas que conheci brevemente durante a prisão preventiva, Lyosha Minyaylo e Danya Konon, nunca reclamaram. Vou tentar seguir o exemplo deles. Esforçarei-me por ter alegria por ter essa chance - a chance de ser testado em nome de valores que considero importantes. No final, Meritíssimo, quanto mais assustador for o meu futuro, mais amplo será o sorriso com o qual olho para ele. Obrigado."

https://www.newyorker.com/news/our-columnists/a-powerful-statement-of-resistance-from-a-college-student-on-trial-in-moscow
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2019.12.10 05:19 JairBolsogato Jovem russo enfrentou o regime com um discurso formidável de resistência na corte corrupta de Putin

O estudante universitário de 21 anos, Yegor Zhukov, foi acusado de "extremismo" por ter postado vídeos no YouTube falando de protestos não-violentos, sua campanha para vereador de Moscow e abordagens sobre o poder político. Há 4 meses atrás ele citou Vladimir Putin como "louco" que vê o poder como um fim em si mesmo, ao contrário dos ativistas como ele que vê como instrumento de ação comum. Em vários de seus vídeos ele tem a bandeira de Gadsden no fundo ("Don't Tread On Me/Não Pise Em Mim").
O promotor de acusação pediu 4 anos de prisão, mas a corte o sentenciou a 3 anos de liberdade condicional devido à repercussão da fala de Zhukov e centenas de pessoas comparecendo em frente à corte. Como parte da punição, ele está proibido de postar na Internet e sua bandeira foi confiscada e destruída.
Aqui está uma tradução do discurso de Zhukov:
“Esta audiência está preocupada principalmente com as palavras e seu significado. Discutimos sentenças específicas, as sutilezas do fraseado, diferentes interpretações possíveis, e espero que tenhamos conseguido mostrar ao honorável tribunal que não sou extremista, nem do ponto de vista da lingüística nem do ponto de vista de senso comum. Mas agora eu gostaria de falar sobre algumas coisas que são mais básicas do que o significado das palavras. Gostaria de falar sobre por que fiz as coisas que fiz, principalmente porque o especialista do tribunal deu sua opinião sobre isso. Eu gostaria de falar sobre meus motivos profundos e verdadeiros. As coisas que me motivaram a assumir a política. As razões pelas quais, entre outras coisas, gravei vídeos para o meu blog.

“Mas primeiro eu quero dizer isso. O estado russo afirma ser o último protetor dos valores tradicionais do mundo. Dizem-nos que o estado dedica muitos recursos para proteger a instituição da família e para o patriotismo. Também nos dizem que o valor tradicional mais importante é a fé cristã. Meritíssimo, acho que isso pode ser uma coisa boa. A ética cristã inclui dois valores que considero centrais para mim. Primeiro, responsabilidade. O cristianismo é baseado na história de uma pessoa que se atreveu a assumir o fardo do mundo. É a história de uma pessoa que aceitou a responsabilidade no maior sentido possível dessa palavra. Em essência, o conceito central da religião cristã é o conceito de responsabilidade individual.

“O segundo valor é o amor. "Ame o seu próximo como a si mesmo" é a sentença mais importante da fé cristã. Amor é confiança, empatia, humanidade, ajuda mútua e cuidado. Uma sociedade construída com esse amor é uma sociedade forte - provavelmente a mais forte de todas as sociedades possíveis.

"Para entender por que fiz o que fiz, tudo o que você precisa fazer é ver como o Estado russo, que orgulhosamente afirma ser um defensor desses valores, na realidade. Antes de falarmos sobre responsabilidade, precisamos considerar qual é a ética de uma pessoa responsável. Quais são as palavras que um indivíduo responsável repete para si mesmo ao longo de sua vida? Penso que estas palavras são: Lembre-se de que seu caminho será difícil, às vezes insuportavelmente. Todos os seus entes queridos morrerão. Todos os seus planos darão errado. Você será traído e abandonado. E você não pode escapar da morte. A vida é sofrimento. Aceite isso. Mas uma vez que você aceita, depois de aceitar a inevitabilidade do sofrimento, você ainda deve aceitar sua cruz e seguir seu sonho, porque, caso contrário, as coisas só piorarão. Seja um exemplo, seja alguém em quem os outros possam confiar. Não obedeça déspotas, lute pela liberdade de corpo e alma e construa um país em que seus filhos possam ser felizes. '

“É realmente isso que nos ensinam? Essa é realmente a ética que as crianças absorvem na escola? Esses são os tipos de heróis que honramos? Não. Nossa sociedade, como atualmente constituída, suprime qualquer possibilidade de desenvolvimento humano. [Menos de] dez por cento dos russos possuem noventa por cento da riqueza do país. Alguns desses indivíduos ricos são, é claro, cidadãos perfeitamente decentes, mas a maior parte dessa riqueza é acumulada não através de trabalho honesto que beneficia a humanidade, mas, claramente, através da corrupção.

“Uma barreira impenetrável divide nossa sociedade em duas. Todo o dinheiro está concentrado no topo e ninguém lá em cima vai deixar passar. Tudo o que resta na parte inferior - e isso não é exagero - é desespero. Sabendo que eles não têm nada a esperar, que, por mais que tentem, não podem trazer felicidade a si mesmos ou a suas famílias, os homens russos atacam suas esposas ou bebem até a morte ou se enforcam. A Rússia tem a [segunda] maior taxa de suicídio do mundo entre os homens. Como resultado, um terço de todas as famílias russas são mães solteiras com seus filhos. Gostaria de saber: É assim que estamos protegendo a instituição da família?

“Miron Fyodorov [um artista de rap que se apresenta sob o nome Oxxxymiron], que participou de muitas das minhas audiências na corte, observou que o álcool é mais barato que um livro em russo. O estado está pressionando os russos a fazer uma escolha entre responsabilidade e irresponsabilidade, a favor deste último.

"Agora eu gostaria de falar sobre amor. O amor é impossível na falta de confiança. Confiança real é formada por ação comum. Ação comum é uma raridade em um país onde poucas pessoas se sentem responsáveis. E onde a ação comum ocorre, os guardiões do estado imediatamente a vêem como uma ameaça. Não importa o que você faz - esteja ajudando os presos, defendendo os direitos humanos, lutando pelo meio ambiente - mais cedo ou mais tarde você será considerado um 'agente estrangeiro' ou será simplesmente trancafiado. A mensagem do estado é clara: "Volte para a sua toca e não participe de uma ação comum. Se virmos mais de duas pessoas juntas na rua, prenderemos você por protestar. Se você trabalhar em conjunto em questões sociais, atribuiremos a você o status de "agente estrangeiro". De onde vem a confiança em um país como esse - e onde o amor pode crescer? Não estou falando de amor romântico, mas do amor da humanidade.

“A única política social que o estado russo segue consistentemente é a política de atomização. O estado nos desumaniza nos olhos um do outro. Aos olhos do estado, paramos de ser humanos há muito tempo. Caso contrário, por que trataria seus cidadãos do jeito que é? Por que pontua seu tratamento das pessoas através de espancamentos diários, tortura na prisão, inação em face de uma epidemia de HIV, o fechamento de escolas e hospitais, e assim por diante?

"Vamos nos olhar no espelho. Deixamos que isso seja feito conosco e em que nos tornamos? Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu responsabilidades. Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu o amor. Mais de duzentos anos atrás, Alexander Radishchev [amplamente considerado como o primeiro escritor político russo], enquanto viajava de São Petersburgo a Moscou, escreveu: ‘Olhei em volta de mim e minha alma foi ferida pelo sofrimento humano. Eu então olhei dentro de mim e vi que os problemas do homem vinham do próprio homem. 'Onde estão esses tipos de pessoas hoje? Onde estão as pessoas cujos corações doem tanto pelo que está acontecendo em nosso país? Por que quase nenhuma pessoa assim restou?

“Acontece que a única instituição tradicional que o Estado russo realmente respeita e protege é a instituição da autocracia. A autocracia visa destruir qualquer pessoa que realmente queira trabalhar em benefício da pátria, que não tenha medo de amar e assumir responsabilidades. Como resultado, nossos cidadãos sofredores tiveram que aprender que a iniciativa será punida, que o chefe está sempre certo apenas porque ele é o chefe, que a felicidade pode estar ao seu alcance - mas não para eles. E tendo aprendido isso, eles gradualmente começaram a desaparecer. Segundo a autoridade estatística do estado, os russos estão desaparecendo lentamente, à taxa de quatrocentas mil pessoas por ano. [As mortes excederam os nascimentos em quase duzentos mil nos primeiros seis meses de 2019.] Você não pode ver as pessoas por trás das estatísticas. Mas tente vê-los! Estas são as pessoas que se bebem até a morte por desamparo, as pessoas morrendo de frio em hospitais sem aquecimento, as pessoas assassinadas por outros e as que se matam. Essas são pessoas. Pessoas como você e eu.

"A essa altura, provavelmente já está claro por que fiz o que fiz. Eu realmente quero ver essas duas qualidades - responsabilidade e amor - em meus concidadãos. Responsabilidade por si mesmo, pelos vizinhos e pelo país. Este meu desejo, Meritíssimo, é outra razão pela qual eu não poderia ter chamado por violência. A violência gera impunidade, o que gera irresponsabilidade. Da mesma forma, a violência não suporta amor. Ainda assim, apesar de todos os obstáculos, não tenho dúvidas de que meu desejo se realizará. Estou olhando para o futuro, além do horizonte de anos, e vejo uma Rússia cheia de pessoas responsáveis ​​e amorosas. Será um lugar verdadeiramente feliz. Quero que todos imaginem a Rússia assim. E espero que esta imagem possa guiá-lo em seu trabalho, como me levou no meu.

“Concluindo, gostaria de afirmar que, se o tribunal decidir que essas palavras são ditas por um criminoso verdadeiramente perigoso, os próximos anos da minha vida serão marcados por privações e adversidades. Mas olho para as pessoas [que foram presas na última onda de prisões de ativistas] e vejo sorrisos em seus rostos. Duas pessoas que conheci brevemente durante a prisão preventiva, Lyosha Minyaylo e Danya Konon, nunca reclamaram. Vou tentar seguir o exemplo deles. Esforçarei-me por ter alegria por ter essa chance - a chance de ser testado em nome de valores que considero importantes. No final, Meritíssimo, quanto mais assustador for o meu futuro, mais amplo será o sorriso com o qual olho para ele. Obrigado."

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2019.09.07 14:25 TaoQingHsu Capítulo 9: Retornar para a raiz e entender o Dao

(Capítulo 9) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda
Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 dC): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Capítulo 9: Retornar para a raiz e entender o DaoO Buda disse: ”Ouvindo e gostando extensamente do Dao, o Tao é certamente difícil de ser entendido; obedecendo a nossa própria aspiração e mantendo o Dao, esse Dao é muito grandioso ”.
Dao é Tao, que é transliterado do caráter chinês; seu significado original é caminho, caminho e caminho. Então, o significado de Dao é estendido mais amplamente e seu significado se tornou mais amplo com a mudança no tempo e no espaço, como falar, dizer, método, lei, doutrina, moralidade, habilidade, capacidade e o sistema de pensamento da religião ou Educação. O sistema de pensamento da religião ou educação inclui os significados acima mencionados.
Na história, na época da guerra na China, os letrados, os acadêmicos, intelectuais e alguns deles em reclusão, eles gostavam de estudar e falar sobre o Tao, e alguns deles colocavam o que haviam estudado sobre o Tao. em prática. Então, eles concluíram os conceitos e criaram seu próprio grupo para ensinar seus discípulos. Tal situação também aconteceu na antiga Índia, no tempo do Buda Siddhartha. Nos tempos modernos, especialmente nos últimos 300 anos, também existem diferentes conceitos ou dogmas sendo criados.
Muitos conceitos ou dogmas são criados desde os tempos antigos até os tempos modernos. Mas isso não significa que os conceitos em si sejam certos ou errados. O problema é como ele é aplicado corretamente por humanos e para beneficiar outros. Então, qualquer conceito ou dogma é algum tipo de Dao. Mas, na maioria das vezes, achamos que Dao é magro em relação ao conceito positivo que poderia beneficiar as pessoas e fazer as pessoas viverem uma boa vida, inclusive nas áreas materiais e mentais.
Qualquer conceito ou doutrina em si tem suas próprias vantagens e desvantagens. Mas como delimitamos isso? Em qualquer conceito ou doutrina, alguma vantagem pode ser uma desvantagem para os outros. E, alguma desvantagem que está sendo pensada pode ser uma vantagem para os outros. Ou seja, a vantagem que você pensou ou a doutrina é vantagem para você pode ser a desvantagem para nós.
Há mais de cem teorias, conceitos, princípios, dogmas ou doutrinas na China antiga, muito menos na Índia, na Europa ou em outro lugar. Aqueles mencionados acima são algum tipo de Dao. Mesmo que uma pessoa que tenha o espírito de aprender motivação e tenha aprendido muito conhecimento, honestamente, é quase impossível para ele compreender o todo, muito menos alguns conceitos podem nunca ser ouvidos ou vistos pelas pessoas, como essa escritura. Ter o conhecimento de Dao é uma coisa; colocar o conhecimento de Dao em prática é outro.
No capítulo 2, o Buda definiu o Tao para seus discípulos.O Buda disse: “Aqueles que saem da família, tornam-se os Sramana, cortam o desejo, removem o amor, reconhecem a fonte do seu próprio coração, alcançam o princípio profundo do Buda, percebem a lei do não fazer, nada está sendo ganho por dentro, não tem nada sendo exigido do lado de fora, não prenda o Tao no coração, nem colete o carma, não tenha pensamentos, não faça, não seja praticante, não seja provado, não experimente o níveis sucessivos, mas atingem o estado mais alto de todos, são chamados de Tao. ”
Tal Dao também é adequado para todas as pessoas. Mas é difícil para a maioria das pessoas entender, quanto mais praticar. Para a maioria das pessoas, eles acham que tal Dao não é útil para a vida deles. Mas, se você pudesse entendê-lo profundamente, você poderia achar que é muito útil para a nossa vida, mesmo que não sejamos discípulos de Buda. Se você está interessado no conteúdo do capítulo 2 que eu havia explicado, você pode encontrar aqui (Capítulo 2) Uma Breve Conversação sobre as Escrituras de Quarenta e Dois Capítulos dita por Buda. “Ouvindo e gostando muito do Dao, o Dao é certamente difícil de ser entendido. “Aqui, o primeiro Dao significa muita doutrina. O segundo Dao significa o Dao que é explicado por Buda. Isso também significa que não nos ajudaria a nos especializar na verdade, se ouvirmos e gostarmos muito de muita doutrina. Mas acho que isso nos ajudaria a abrir nossa mente e aumentar nosso conhecimento. E também nos ajuda a julgar e escolher que tipo de doutrina é adequada para nós.
Todos os ensinamentos de Buda incluem a filosofia, psicologia, ética, medicina, sociologia, economia, ciência, física e política. Se envolvêssemos amplamente esse conhecimento e tivéssemos o conceito fundamental do budismo, descobriríamos isso. É claro que o budismo não é classificado naqueles acadêmicos respectivamente. O budismo não é usado para pesquisar em qualquer acadêmico, mas para pesquisar para o nosso coração interior e praticá-lo em nossa vida real. Então, descobriríamos que a verdade está em nosso coração, não de qualquer pesquisa acadêmica e também de nenhum Espírito supremo externo. Essa é a verdade que o Buda quer que saibamos. Quando somos falta de conhecimento e, portanto, somos ignorantes, somos fáceis de ser limitados e ligados a uma doutrina, especialmente aquelas pessoas que são pobres e são oprimidas pela pressão da vida. Para eles, o Dao explicado por Buda é quase inútil.
Na história, infelizmente, há sempre pessoas para usar a doutrina o que eles acham que é certo, para usá-la como sua fé, e usar o poder militar ou os outros meios para forçar outras pessoas a obedecer a sua doutrina. O pior é que eles restringem a outra doutrina a ser transmitida e oprimir ou matar as pessoas que praticam essas doutrinas. A partir da história, podemos descobrir que o budismo no começo é aceito por aquelas pessoas que são mais instruídas, possuem mais conhecimento e estão em status elevado, como o imperador ou o primeiro ministro. As pessoas comuns mal têm a chance de ouvir ou ler A Escritura de Quarenta e Dois Capítulos dita por Buda, exceto por ser um monge ou freira budista. A maioria das pessoas sabe rezar para que o Buda as abençoe para ter uma vida boa e pacífica. Mas, eles não sabem, ter uma vida boa e pacífica é baseada no que eles fazem em compaixão e sabedoria, e em conhecimento. É por isso que o budismo foi considerado uma fé cega. Felizmente, essas pessoas nobres protegem o budismo.
Então, o Buda disse: “Ouvindo e gostando extensamente do Tao, o Tao é certamente difícil de ser entendido”. Em uma palavra, isso significa que poderíamos entender a verdade somente quando percebemos profundamente o Tao e o colocamos em prática intensamente.
O Buda disse: “Obedecendo à nossa própria aspiração e mantendo o Tao, esse Tao é muito grandioso”. Mesmo que essas palavras sejam ditas aos discípulos de Buda, também é bom para nós. Podemos estar curiosos sobre qual é a aspiração dos discípulos de Buda e por que Buda disse isso.
Na contemplação profunda sob a árvore Bodhi, Buda percebeu que existem três tipos de seres sencientes sobre sua raiz de sabedoria. Ele os classificou como raiz superior, raiz intermediária e raiz inferior em sabedoria. Por que é chamado a raiz da sabedoria? A raiz da sabedoria poderia dar os frutos de Buda. E ele também usou o contêiner como uma metáfora para descrever como o grau é que os seres sencientes poderiam aceitar o ensinamento de Buda, e como o grau é que eles poderiam alcançar o objetivo. Ele também classificou-o como grande contêiner, meio contêiner e pequeno contêiner.
Se as pessoas são comparadas e descritas como o grande recipiente, isso significa que essas pessoas poderiam aceitar a profunda doutrina dita por Buda. Pelo contrário, se as pessoas são comparadas e descritas como o pequeno recipiente, isso significa que essas pessoas não poderiam aceitar a doutrina profunda e só poderiam aceitar a doutrina simplista.
Então, nós conectamos a palavra "raiz" e "recipiente" para ser "recipiente-raiz". Podemos explicar como o container pode armazenar a raiz; o grande recipiente poderia conter a raiz grande; o pequeno recipiente só poderia conter a pequena raiz da sabedoria. O Buda então classificou os seres sencientes como grandes recipientes de raiz, o que significa que possui a grande sabedoria; meio recipiente raiz, o que significa que ele tem a sabedoria intermediária; e pequeno recipiente de raiz, o que significa que só tem pouca sabedoria.
Não importa se a sabedoria é grande ou pequena, ela não está relacionada à experiência acadêmica, status social, idade, QI e analfabetismo. Então, é muito importante desistir do preconceito e da restrição vinda de qualquer conceito.
Aqueles que estão nos pobres não têm chance de aceitar o ensinamento de Buda. você sabe quantos eles estão no mundo? Eles são mais da metade da população do mundo. Então, se você já leu A Escritura de Quarenta e Dois Capítulos dita por Buda, você é realmente sortudo e feliz. Por quê? Primeiro, você pode estar na riqueza para poder usar o smartphone ou o computador para ler este capítulo. Segundo, você pode ser saudável para ter energia para ler este capítulo. Terceiro, você tem tempo e cérebro para estudar este capítulo. Ser pensamento positivo é sempre bom para a vida.
Agora, voltamos à questão sobre qual é a aspiração dos discípulos de Buda. Você sabe quantos discípulos existem? De acordo com os registros da história, existem 2500 discípulos para seguir o Buda. Como mencionamos acima, os discípulos de Buda são classificados como grande recipiente de raiz, recipiente de raiz média e recipiente de raiz pequeno.
Então, de acordo com a diferença do contêiner da raiz, o que Buda ensinou a eles também é diferente. Há um ditado, "Ensinar de acordo com a aptidão do estudante". O ensinamento de Buda é muito esclarecido, isto é, Q & A, e há muito “por que” ou “por que a causa e condição é” vindo da investigação dos discípulos. Se você já leu alguma escritura no budismo, você a encontraria.
É claro que, de acordo com a diferença do contêiner-raiz, existe uma questão profunda ou superficial, de modo que suas aspirações são diferentes. Então, qual é a diferença de suas aspirações?
Aqueles que são pequenos recipientes de raiz podem entender pouco o que Buda ensinou, mas, pelo menos, poderiam ser cuidadosos para não cometer erros, apenas pedir para não ir para o inferno, e desejar que depois de morrer, seja melhor ter a chance de ir para o céu ou a terra pura criada pelo Buda Amitabha. Lá, eles ainda têm a chance de aceitar o ensinamento de Buda e aprender o Buda.
Aqueles que são intermediários podem não perceber o verdadeiro Dao dito por Buda, podem ser iluminados um pouco e colocá-lo em prática na vida às vezes, mas não completamente. Eles também obedecem aos preceitos e ainda fazem o bem, para salvar os seres sencientes para libertar-se do sofrimento.
Eles também poderiam ensinar e explicar o que Buda ensinou, mas, de acordo com as palavras, explicar o significado, não a partir de sua prática real e também de sua iluminação pessoal. Mesmo assim, eles desejaram se tornar Buda na vida futura e ir para a terra pura criada por Buda após a morte deles.
Aqueles que são grandes contêineres-raiz poderiam realizar o verdadeiro Dao dito por Buda, poderiam ser iluminados e colocados em prática na vida real. Eles poderiam ensinar e explicar o que o Buda ensinou com base em sua prática real e em sua iluminação pessoal. O que eles ensinaram é muito vivo e não se limita às palavras. Além disso, é muito possível que eles alcancem o estado de Buda, para se tornarem Buda, na vida presente. Eles criariam a terra pura no coração por si mesmos. Para onde ir depois de morrer? Apenas esteja lá.
Esses três tipos de pessoas têm uma base comum, isto é, suas mentes foram inspiradas por Buda e assim desejaram alcançar o estado de Buda, para se tornarem Buda, no futuro. Esta é a primeira e muito importante aspiração que foi obedecida. Com base nisso, eles poderiam aprender o Buda e aceitar o que o Buda havia ensinado e, assim, manter o Tao. Manter o Dao para se tornar Buda é o seu objetivo final. Por que é muito grandioso? Toda a lei de Buda é completamente entendida e alcançada, e toda a virtude é solene, depois de se tornar Buda. É por isso que tal Dao é muito grandioso para eles.
Então, podemos ter uma pergunta. Qual é a lei de Buda? Em geral, a lei búdica inclui o todo, o positivo e o negativo, e se é positivo ou negativo, julgado pela consciência subjetiva humana. Mas, no conceito da lei de Buda, as coisas delimitadas às vezes podem ser quebradas, porque o fato pode não ser o que vimos e o que pensamos. Além disso, se pudermos aplicar corretamente a lei búdica com nossa sabedoria em nossa vida, ela poderá tornar nossa vida viva e viver bem. Mas, se não pudéssemos aplicar a lei búdica corretamente, poderíamos "morrer" na lei de Buda, o que significa nenhuma elasticidade e nenhuma criação em nossa vida.
Então, nós entendemos que, se tal Dao é muito grandioso ou não, não está preocupado com os outros, também não preocupado com você e eu, mas preocupado com a pessoa que desejou atingir o estado de Buda, para se tornar Buda.
Como mencionado anteriormente, Buda é um substantivo substantivo dado pelas pessoas. Significa um estado de vazio e não-vazio, que inclui a paz, a sabedoria, a compaixão e a alma da bondade. Inglês: (Chapter 9) A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
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2019.09.06 18:41 TaoQingHsu Capítulo 2: Cortando o desejo e não exigindo

(Capítulo 2) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda
Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 d.C.): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).
Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).
Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Capítulo 2: Cortando o desejo e não exigindo
O Buda disse: "Aqueles que saem da família, tornam-se os Sramana, cortam os desejos, removem o amor, reconhecem a fonte do seu próprio coração, alcançam o profundo princípio do Buda, percebem a lei do não fazer, Não ter nada sendo ganho por dentro, não ter nada sendo exigido do lado de fora, não prender o Tao no coração, nem coletar o carma, não ter pensamentos, não fazer, não praticar, não provar, não experimentar o Níveis sucessivos, mas atingem o estado mais alto de todos, são chamados de Tao. "
Então agora, o Buda explicou o que Dao significa. Eu tenho que explicar o significado original de "Dao" em cada capítulo, porque a maioria das pessoas lê apenas um ou dois dos quarenta e dois capítulos. Demora muito tempo para ler ou compreender todos os capítulos. Você pode encontrar o significado amplo de “Dao” na introdução desta Escritura. "Dao" é transliterado da palavra chinesa. É o significado original é caminho, caminho, estrada. Agora, o que o Buda explicou sobre Dao é um dos significados amplos e amplos. Poderíamos dizer que a definição de Dao dessa Escritura vem do Buda. Aceitar ou não é a sua escolha.
No passado, o significado de Dao me confunde muito. Finalmente, descobri que pode ser dado um significado diferente em situações diferentes. Então, não fique preso a um significado.
De fato, qual o significado de Dao neste capítulo é o Zen. O que é zen? Isto é. O Zen também confunde muitas pessoas. Eles não entendem o que é o zen. Quando ainda não entendi o que é aprender Buda. Eu também estou confuso com o Zen. "Zen" também é transliterado da palavra chinesa. Não é fácil ser compreendido pelo público. Aqueles que conseguiram compreender o Zen e colocá-lo em prática estão quase perto do grau de Buda. "Buda" é um nome dado pelas pessoas e não é mito. O significado de "Buda" é um estado. O dito significado de Dao neste capítulo é um dos estados de “Buda”. Há também muitos nomes diferentes que poderiam ser em vez da palavra "Buda". E esses nomes têm significados diferentes, respectivamente. Alguns deles também significam os diferentes estados de "Buda".
Então, podemos ter uma pergunta. Há apenas um "Buda" no mundo? Não. Existe apenas um "Doctor" no mundo? Não. Então, saberíamos que há muito Buda no mundo. O mundo inclui o espaço e o tempo. Em relação ao espaço, inclui os outros sistemas e planetas solares. Em relação ao tempo, inclui o passado, o futuro e o presente. Em geral, Buda existe em cada espaço e tempo. O número de Buda é imensurável. De fato, o que conhecemos em nosso mundo é muito limitado. Que o que não podemos ver ou o que não podemos ouvir não significa que não existe, como a luz ultravioleta. Há muitos objetos invisíveis ou voz não ouvida no mundo. Não importa que seja "objeto ou voz da virtude" ou "objeto ou voz maligna", não poderíamos provar que eles não existem. Da Escritura do Budismo, podemos encontrar isso. É pena que a maioria das pessoas nunca conheça ou leia a Escritura do Budismo. Embora conheçam ou leiam a escritura do budismo, não poderiam compreender o ensinamento de Buda, como o que foi dito anteriormente.
No mundo, existem 99,99% de pessoas que buscam o que as coisas existem e querem ter algo em mãos, como boa formação acadêmica, bom título ou carreira, fama, poder, muito dinheiro, amor, cônjuge ou filhos, e assim por diante. Ninguém quer ser Buda, porque Buda parece sempre nos ensinar a desistir daquilo a que nos apegamos. No entanto, você já pensou que o que foi mencionado acima tenha pertencido ao Siddhartha, antes de ele deixar sua família. E por que seu ensino poderia ser apoiado proativamente por pessoas por mais de dois mil anos, depois que ele tivesse iluminado e atingido o estado de Buda. Vale a pena pensar e entender seu significado, se você estiver interessado.
O Buda disse: “Aqueles que saem da família, tornam-se os Sramana, cortam o desejo, removem o amor, reconhecem a fonte de seu próprio coração.” O significado de desejo e amor nesta escritura é mais estreito como mencionado no primeiro capítulo. Isso significa que as pessoas romanticamente gostam de alguém ou são sexualmente atraídas. Se as pessoas se apegam a esse desejo e amor, seu pensamento, mente e coração são limitados. Isso também significa que as pessoas seriam ligadas ao pouco desejo e amor, e muitos problemas e aflições seriam assim causados.
Somente quando as pessoas cortam esse pequeno desejo e removem o pouco amor, é possível que permaneçam permanentemente no estado sem desejo e sem amor, e experimentem o estado sem problemas e sem aflição. A mente e o coração estariam na clareza e na paz. Por quê? Em nosso exterior, qualquer objeto ou situação não causaria nossa atenção ou apego. Em nosso interior, já que não há apego, nenhum problema ou aflição não mais ocorreria.
E então, o grande desejo e o grande amor seriam assim surgidos, isto é, para atingir o estado de Buda e salvar todos os seres sencientes. Então, você pode achar que parece abandonar algo, mas, ao mesmo tempo, parece possuir algo diferente. Podemos chamá-lo de transformação ou sublimação.
Em segundo lugar, cortar o desejo e remover o amor nos ajudaria a reconhecer a fonte do nosso próprio coração. Como mencionado acima, nós permaneceríamos no estado sem desejo e sem amor. Mantendo esse estado continuamente, seria possível reconhecermos a fonte de nosso próprio coração, isto é, o Vazio. O coração no estado de vazio é como o universo que inclui o todo. É também como o mar que pode conter todos os seres. Então, o limite do coração é ilimitado.
“Alcançar o princípio profundo do Buda, perceber a lei do não fazer, não ter nada sendo ganho por dentro, não ter nada sendo exigido do lado de fora, não prender o Tao no coração, nem coletar o karma, não ter pensamentos, não ter fazer, são não praticantes, não são provadores, não experimentam os níveis sucessivos, mas alcançam o próprio estado mais elevado de todos ”Você descobriu que tal conceito parece violar nosso conhecimento e o que aprendemos na escola e na sociedade. Então, se usarmos o conhecimento ou a lógica do passado, o que aprendemos da escola e da sociedade para ler este capítulo, não poderíamos entender o significado como foi dito por Buda. A maioria das pessoas não conseguia entender o significado como dito por Buda, eles até mesmo entendem errado.
Nós podemos ter uma pergunta. Se não há pensamento nem fazer, por que o Buda Siddhartha ensinou e falou sobre a lei de Buda por quarenta e nove anos, e o que ele havia pensado e o que havia feito durante esse tempo? Podemos achar que ele pensou e fez muito, incluindo este capítulo.
No passado, algumas pessoas aprenderam sobre não pensar e não fazer, e caíram no silêncio da morte, no corpo físico e mental. Eles não entenderam que o significado dito por Buda é apenas um estado de aprendizado de Buda. Quando a maioria das pessoas já ouviu o não-pensamento, o não fazer e o Vazio, elas não sabem o que fazer, porque não entendem o profundo princípio de Buda. Qual é o profundo princípio de Buda? Em uma palavra, Vazio e Existência são um. Ou, o vazio e o não-vazio são um. Quando experimentamos e nos mantemos no estado de não pensar e não fazer, podemos perceber que qualquer pensamento e qualquer ato são feitos a partir do não-pensamento e não-fazer. Isto é, qualquer situação ou qualquer assunto ou qualquer existência é ocorrida a partir do Vazio e, finalmente, eles retornariam ao Vazio.
Sentar-se para a meditação é uma forma de experimentar o não pensar e o não fazer. Neste momento, é possível entrar em contato e reconhecer o verdadeiro eu. Então, nós também reconheceríamos que nosso pensamento e nossa ação não seriam mais restringidos pelo valor mundano ou pela consciência. Neste momento, é possível para o nosso corpo mental experimentar a verdadeira liberdade. Por quê? O valor mundano, visão ou consciência é definido pelo humano. Todos eles estão ligados ao humano, situação, matéria ou fenômeno. Essas coisas não são permanentes, porque são causadas por causas e condições internas e externas. Uma vez que qualquer causa ou condição tenha desaparecido, qualquer valor, visão ou consciência mundana não seria estabelecida e também desapareceria. É por isso que o Buda disse que todo fenômeno é como a ilusão. Se nos apegamos a tal ilusão, somos como na escuridão e não temos a sabedoria.
“Não ter nada sendo ganho por dentro, não tem nada sendo exigido do lado de fora” Isso significa que não devemos nos apegar a nada do nosso interior ou exterior. A razão é exatamente como o supracitado.
“Não apertar o Tao de coração, nem coletar o carma, não ter pensamentos, não fazer nada.” Mesmo o Tao como o que havia dito neste capítulo, não devemos nos apegar a ele. O Buda disse que, não importa a lei de Buda ou o Tao como mencionado, que é como um barco a ser usado para atravessar o rio do sofrimento. Quando chegarmos à margem de libertação e liberdade, o barco não será mais necessário. No vazio do coração, não há Dao. Mas o Dao também existe lá. Por quê? Quando precisamos, fazemos uso disso. Quando não precisamos, nós o colocamos abaixo. É por isso que não apertar o Tao no coração.
"Nem coletar o carma" O karma significa que a ação de uma pessoa pode influenciar a vida presente e a vida futura. O carma inclui o carma da virtude e o carma maligno. A maioria das pessoas conhece o mau carma. Apenas poucas pessoas conhecem o karma da virtude. Tal como se tornar um Sramana e colocar o Dao em prática, ele é visto como o karma da virtude. Fazer as coisas boas e ajudar os outros também é visto como o karma da virtude. Por que não coletar o karma? Aqui, isso significa a virtude karma. É lembrar ao Sramana não se ligar ao karma da virtude. Porque, mesmo que uma pessoa faça as coisas boas e se apegue a ela, isso também causaria o problema no coração, e se tornaria o obstáculo para a prática do Tao. Em outras palavras, não coletar o karma significa não coletar o problema.
"Não tenha pensamentos, não faça" Como já mencionamos acima, com base no não-pensamento e não-fazer, entendendo a ilusão do fenômeno surgido de causas e condições, quando deixamos a meditação de sentar, qualquer pensamento correto é capaz de acontecer, e poderíamos fazer qualquer coisa certa, para beneficiar os outros e a nós mesmos. Mesmo assim, lembre-se do que o Buda dissera para não coletar o karma. Depois de termos feito alguma coisa boa, vamos esquecer e esquecer.
“Não são praticantes, não são provadores, não experimentam os níveis sucessivos, mas alcançam o mais elevado estado de todos”. Isso não significa que não precisamos praticar o Tao ou prová-lo. Isso significa que ainda temos que praticar o Dao, antes de estarmos no estado de não praticar e não provar. Como escalar a montanha, temos que caminhar para o destino passo a passo. Quando chegamos ao destino ou estamos no topo da montanha, é a melhor prova. Isso significa que não precisamos praticar mais quando já praticamos o Dao completamente. No sentido profundo, quando reconhecemos a fonte do coração, o Vazio e percebemos a lei do não-fazer, não ganhamos nada por dentro e nada é exigido do lado de fora, o que devemos praticar? O que devemos provar? Nada poderia ser prática e nada poderia ser provado. Praticar e provar é supérfluo em si mesmo.
Como mencionado no primeiro capítulo, mencionou os níveis sucessivos do estado de praticar. O Sramana é o nível mais alto. O Arhat é menor que o Sramana. No primeiro capítulo, mencionou que Arhat tem que seguir os 250 preceitos. Mas podemos descobrir que não há preceitos que devam ser obedecidos pelo Sramana. Por quê? A resposta pode ser encontrada no conteúdo mencionado acima.
“O Sramana não experimenta os níveis sucessivos, mas alcança o próprio estado mais sublime de todos.” O Sramana já provou seu fruto do Dao pelo modo silencioso e disforme. Se uma pessoa já esteve no topo da bem-aventurança e da liberdade, não é necessário que ele prove que nível de bem-aventurança e liberdade ele é. Como já temos muita fortuna, precisamos provar quantas riquezas somos? Não é necessário, porque o fato está aí.
Mesmo que não sejamos monge budista ou Sramana, isso não significa que não pudéssemos ou não pudéssemos colocar o Tao como dito em prática. O exterior do monge budista e do não-monge budista pode ser diferente. Mas o coração e a mente deles com a prática do Tao não são diferentes. Nos tempos modernos, as fêmeas não devem ser excluídas. O gênero não seria o impedimento de praticar o Dao e provar o Tao. Inglês: (Chapter 2)A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
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2019.09.06 18:36 TaoQingHsu (Capítulo 1) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda

Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 dC): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).
Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).
Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Capítulo 1: Saia da família e prove a fruta do Dao
O Buda disse: “Aqueles que se despedem de seus familiares, saem da família, reconhecem o coração, alcançam a raiz de dentro, entendem a lei do não fazer, são chamados de Sramana. Aqueles que sempre seguem os 250 Preceitos, estão na limpeza e purificação enquanto vão e param, e fazem a prática do Dao das Quatro Nobres Verdades, tornam-se Arhats. Arhats são capazes de voar e mudar, têm a vida de grandes éons, podem habitar e se mover no céu e na terra. O próximo é Anāgāmi. No momento da morte, seus espíritos ascendem acima do décimo nono céu, onde provam os Arhats. O próximo é Sakridāgāmi, que ganha o Arhat imediatamente, depois de ascender ao céu uma vez e retornar à terra uma vez. O próximo é Srotāpanna, que prova Arhat, após sete mortes e sete nascimentos. Cortar o amor e o desejo é como membros quebrados que não podem ser usados ​​novamente. ”
Sramana, Arhat, Anāgāmi, Sakridāgāmi e Srotāpanna são todos em sânscrito. Eles são separadamente significados ao grau diferente relacionado a praticar o Dao. Tais nomes são todos diferenciados e dados por pessoas. Pensar nos diferentes graus do Doutor, Mestre e Bacharel, cujos nomes também são diferenciados e dados pelas pessoas. Espero que esse exemplo faça você entender mais isso.
"Saia da família", o que significa que um homem deixa sua família para se tornar um monge budista. Existem dois tipos de sair da família. Uma é que a forma de monge budista parece sair da família, mas seu coração ainda está na família. A outra é que a forma de não-monge budista vive na família, no entanto, seu coração é realmente sair da família, tal é o verdadeiro e sair da família. Ou seja, não importa qual seja a forma, o coração que saiu da família é realmente sair da família.
Então, podemos ter dúvidas. Por que um coração quer sair da família? Existe algum significado para? No capítulo vinte e três desta escritura, menciona-se uma das razões. O conceito desta escritura também é adequado para mulheres. O coração que sai da família significa deixar de lado o constrangimento, os problemas e a aflição ocorridos na família, não deixar de fora os membros da família. O significado mais profundo é transformar essas restrições, problemas e aflições em sabedoria para que nós e os outros tenhamos uma vida melhor.
Nos tempos antigos e modernos, quando as pessoas saíam da família para se tornar um monge ou freira, elas deveriam ter a permissão de seus pais primeiro. Isso é para respeitar os pais e agradecer-lhes para nos criar. Nos tempos passados​​da China, também deve ter a permissão do governo e ter que ser registrada no governo, o que é motivo para evitar que o criminoso contorne a punição da lei por meio da saída da família.
“Reconheça o coração, alcance a raiz do interior, entenda a lei do não fazer”, o que significa reconhecer que não há coração nem mente; tudo ocorre do nosso coração e mente. Quando temos o coração e a mente, tudo ocorre então. Quando removemos nosso coração e mente, tudo é eliminado. "Tudo" significa o fenômeno, situação, matéria, objeto e coisas do nosso exterior e interior. Algumas pessoas que ouviram o conceito de sem coração, sem mente e sem consciência, estão aterrorizadas e infelizes em repreender o budismo. Porque em seu pensamento e conceito, como seria possível que não houvesse coração, nem mente nem consciência? Eles não entendem isso.
Um dia, Huike, que foi o segundo fundador do zen na China, disse ao primeiro fundador Dharma: “Mestre, sinto que meu coração não está em paz. Por favor, ajude-me a ter meu coração em paz.
O fundador Dharma respondeu a ele: “Me dê seu coração. Eu te ajudo a ter o coração em paz.
Huike pensou por um tempo e depois respondeu ao fundador Dharma: "Mestre, não consigo encontrar meu coração".
Então, o fundador Dharma respondeu: “Eu já te ajudei a ter o coração em paz”.
A raiz do interior é o vazio. Alcançar a raiz do interior significa alcançar o vazio. A natureza maravilhosa do interior é o vazio. Se tivermos esse conceito, entenderemos o significado do não fazer.
A maioria das pessoas que ouviram o conceito de não fazer no budismo também estão aterrorizadas e infelizes, porque elas têm muito pensamento negativo e incompreensão sobre isso. Eventualmente, em alguma situação, não fazer é melhor do que fazer, você já pensou sobre isso? Não fazer é um estado que é preocupação com o não-coração e o vazio. Neste estado e momento, nosso corpo físico e mental estará em paz, silêncio e saúde. Isso é o Nirvana. O objetivo de praticar o Dao é o Nirvana. Não é um sentimento curto. Deve ser um estado estável e contínuo, que é a grande meditação. Nesse estado, será o fundamento, a partir do qual podemos fazer e pensar de qualquer maneira positiva, de modo a ajudar e beneficiar a nós e aos outros.
Todo praticando o Dao tem como objetivo o estado do Nirvana. Há muitas maneiras diferentes de praticar o Dao. Para recitar ou cantar o nome de Fo ou Pusa, ou ler a escritura do budismo, ou pensar no significado do ensinamento de Buda e sentar-se para meditar, todos eles são um dos caminhos. (Fo é Buda; Pusa é Budhisattva.) Essa parte é para ajudar e nos beneficiar. Quando nosso coração está limpo, puro e pacífico, temos a força para ajudar e beneficiar os outros, que é o aprendizado mais profundo.
“Reconhecer o coração, alcançar a raiz do interior, entender a lei do não fazer” é o grau mais alto na prática do Tao. O homem que está em tal estado é chamado Sramana. Antes do estado acima mencionado, ele poderia ter feito as seguintes coisas.
“Aqueles que sempre seguem os 250 Preceitos, estão em estado de limpeza e purificação enquanto vão e param, e praticam o Dao das Quatro Nobres Verdades, tornam-se Arhats.” Significa que os monges budistas têm que obedecer aos 250 Preceitos. . E não importa para onde estão indo, a coisa boa para beneficiar a si mesmos e aos outros, ou parar as coisas más para não machucar a si mesmos ou aos outros, devem estar no estado de limpeza e purificação no coração e na mente.
Nós não somos monge budista, então não temos que obedecer aos 250 Preceitos. Mas isso nos inspira. Quando estamos fazendo as coisas boas e não estamos fazendo as coisas más, devemos também manter a limpeza e a purificação no coração e na mente. Significa que devemos remover o ganancioso, o ódio, a estupidez e a paixão, de coração e mente, porque essas coisas contaminariam nosso coração e mente, e nos deixarão ter o pensamento negativo. Se esses deles forem removidos, estaremos no esplendor, teremos a mente pacífica e o pensamento positivo, em benefício de nós e dos outros.
“Faça a prática do Dao das Quatro Nobres Verdades.” Significa que colocar o Dao das quatro nobres verdades na prática é uma das condições para se tornar Arhat. As quatro nobres verdades são Sofrimento, Agregação, Eliminação e Tao, que são as causas e condições para atingir o estado de Buda. O sofrimento é a causa. A agregação e eliminação são as condições. O Dao é a condição e resultado. "Dao" é transliterado da palavra chinesa. Seu significado original é o caminho. E seu significado é estendido para praticar a verdade.
A primeira causa e condição para entrar no caminho de Buda é perceber o sofrimento de nosso interior, como qualquer dor causada por nosso corpo, ou qualquer pressão causada por nossa vida, ou qualquer doença mental causada por nossa ganância, ódio, estupidez. e paixão.
A segunda causa e condição para entrar no caminho de Buda é perceber e descobrir que o sofrimento do nosso interior é agregado continuamente. A maioria das pessoas não tem essa percepção. Qualquer sofrimento é fácil de ser esquecido pelas pessoas. Uma vez que qualquer sofrimento é lembrado por eles, o que eles pensam é que eles são a pessoa perseguida, todos os seus sofrimentos internos são causados ​​pelos outros. Então eles querem se vingar para eliminar o sofrimento deles. Tal pensamento está violando o caminho de Buda.
Quando percebemos e descobrimos que o sofrimento do nosso interior é agregado continuamente, seguimos o caminho de Buda para eliminar o sofrimento do nosso interior. Isso significa que entrar no caminho de Buda é uma maneira de eliminar nosso sofrimento interior. Então, podemos ter dúvidas, qual é o caminho de Buda? A definição do caminho de Buda é ampla e infinita. O ponto está nesta escritura. Em segundo lugar, o ponto mais importante está na Escritura do Coração da Sabedoria Suprema, que você pode encontrar e ler no meu blog. É difícil para o público entender a Escritura do Coração da Sabedoria Suprema. Em uma palavra, o fundamento do caminho de Buda é a autopercepção, o autocontrole, a autoliberação e a autodisciplina.
Então, quando “caminhamos” pelo caminho de Buda, isso significa que colocamos a verdade ou a lei búdica ensinada por Buda na prática. Nós damos um nome como "Dao" (ou "Tao").
"Arhats são capazes de voar e mudar, têm a vida de grandes éons, podem habitar e se mover no céu e na terra." Isso significa a libertação e liberdade sobre a vida pessoal e ação. Isso também significa que o Arhat pode decidir sua própria duração de vida e pode decidir onde morar, ou onde nascer, o céu ou a terra. Em segundo lugar, não importa onde o Arhat vá ou vive, os guardiões invisíveis estão sempre ao lado do Arhat para protegê-lo, porque os espíritos e os fantasmas no céu e na terra seriam movidos pela virtude de Arhat e jurariam se tornar os guardiões proteja o Arhat. Os Arhats incluem machos e fêmeas. Em algumas Escrituras, o Bodhisatva também é chamado de Arhat, que possui imensurável felicidade devido à virtude de Arhat.
Está realmente além do nosso conhecimento e experiência. Mas isso não significa que tal Arhat não exista, porque não podemos provar que tal Arhat existe, e também não podemos provar que tal Arhat não existe. É mais como a experiência transcendental pessoal. Quando nos tornamos Arhat ou quando nos encontramos Arhat, é uma experiência transcendental muito pessoal.
Quando uma pessoa tem a experiência prática mencionada, damos a ela um nome como “Arhat”. "Arhat" é sânscrito.
“O próximo é Anāgāmi. No momento da morte, seus espíritos sobem acima do décimo nono céu, onde eles provam os Arhats. ”Isso significa que uma pessoa está no momento da morte, seu espírito habita no céu ou acima do décimo nono e onde ele provém o fruto de Arhat Então, é dado um nome como “Anāgāmi”, que é sânscrito.
Há trinta e três céus que são mencionados no budismo. Eles são mais semelhantes aos diferentes espaços dimensionais, de acordo com o nosso entendimento no tempo moderno.
“O próximo é Sakridāgāmi, que ganha o Arhat imediatamente, depois de ascender ao céu uma vez e retornar à terra uma vez.” Significa que tal pessoa pratica a lei de Buda e reencarna no céu e na terra uma vez. E então, ganha o fruto do Arhat. Damos a essa pessoa um nome como “Sakridāgāmi”, que é a sanskirt.
“O próximo é Srotāpanna, que prova Arhat, depois de sete mortes e sete nascimentos.” Isso significa que essa pessoa pratica a lei de Buda e tem que experimentar a reencarnação por sete vezes no céu e na terra. E então, ganha o fruto do Arhat. Tal pessoa recebe um nome como “Srotāpanna”, que é Sanskirt.
No budismo, existe tal conceito que existem imensuráveis ​​reencarnações para um espírito de uma pessoa, como um espírito em uma roda, onde inclui os Seis Caminhos, que são três pertencentes a bons caminhos e três pertencem a caminhos maus. Os três bons caminhos são os caminhos do Bodhisattva, Ashura e Humano. Os três maus caminhos são os caminhos do Fantasma, Animal e Inferno. Que o espírito reencarna nos Seis Caminhos por turnos é como uma roda girando continuamente, e nunca sai da roda giratória. Somente quando o espírito entra no caminho de Buda, há a chance de deixar a roda giratória.
"Cortar o amor e o desejo é como membros quebrados que não podem ser usados​​novamente." A definição do amor e do desejo aqui é mais estreita, o que significa que as pessoas gostam de alguém romanticamente ou são sexualmente atraídas. O amor e o desejo afetariam a emoção e o pensamento das pessoas. Algumas pessoas usam seu amor e desejo de controlar os outros. No entanto, algumas pessoas são assim controladas em mente. Não importa qual deles, seu coração e mente não são liberados e não são livres. Uma vez que seu amor e desejo não estão contentes, o pensamento e o comportamento irracionais são assim ocorridos. Não importa como eles são, seu coração e mente podem ser feridos. No entanto, alguém gosta de tal situação. O Buda considera essas pessoas como estupidez e paixão, e essas pessoas estão, portanto, no estado de não-brilho.
Que cortar o amor e o desejo é como membros quebrados significa que uma pessoa deve ter a determinação de praticar o Dao. Não deixe que o amor e o desejo se tornem o obstáculo na prática do Tao.
Mas o supracitado é um dos ensinamentos de Buda. Existe o profundo e outro ensinamento de Buda. Isto é, não é necessário cortar o amor e o desejo. Por quê? Não há amor e desejo fundamentalmente, quando compreendemos completamente o não-eu e o auto-vazio. Nosso amor e desejo ocorrem e são atraídos pela situação externa. Se entendermos o Vazio de fora e de dentro, onde encontrar o amor e o desejo de sermos cortados? Mas, tal conceito é difícil de ser entendido pelo Arhat, para não mencionar as pessoas comuns. Pode ser possível entender, quando fazemos a meditação profunda. Se não tivermos essa sabedoria, é melhor cortarmos o amor e o desejo quando tivermos a determinação de praticar o Tao. Em tal situação, o amor e o desejo não são reais, porque são ilusões. Mas as pessoas comuns as consideram reais. Inglês: (Chapter 1)A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
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2019.09.06 16:39 TaoQingHsu (Introdução) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda

Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 dC): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).
Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).
Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Introdução
Esta escritura refere-se à fala de Dao, que é cerca de 1H5W (como, o que, quando, onde, porquê e quem).
"Dao" é "Tao", que é transliterado do caráter chinês. Seu significado original é caminho, caminho e estrada. Então, seu significado é estendido para falar, dizer, método, lei, doutrina, moralidade, habilidade, capacidade e o sistema de pensamento da religião ou da educação. O sistema de pensamento da religião ou educação inclui os significados acima mencionados.
Não importa o Daoísmo ou o Budismo é apenas um dos sistemas de pensamento da religião ou da educação. Ambos usam o caractere "Dao" ou "Tao". No entanto, seu ditado ou doutrina ou método é algum tipo de diferença. Mesmo assim, descobriremos que o objetivo final é o mesmo, se realmente colocarmos o Dao em prática. Eu traduzo esta escritura do chinês para o inglês. Eu uso a palavra "Dao" em vez de " caminho " ou " maneira ", porque eu acho que essa palavra "Dao" poderia ser percebida mais amplamente. Isso é que não há limite para o Dao. O Buda disse que não há nenhum Dao exterior do budismo. Tudo é budismo. Por quê? Isso é muito profundo ensino e realização. E por que o taoísmo do sistema de pensamento local e o budismo do sistema de pensamento exterior poderiam coexistir pacificamente na cultura chinesa. A partir dessa escritura, você pode saber disso.
Além disso, quando estou traduzindo, uso a palavra da forma mais simples possível para que ela seja compreendida pelo público. É claro que não é apenas a tradução palavra por palavra, a maior importância é que o tradutor entenda o significado do que o Buda disse e já tenha colocado o Dao na prática para que o verdadeiro significado possa ser transmitido apropriadamente.
Esta escritura está relacionada com o ensinamento do Buda Siddhartha aos seus discípulos que são monges budistas. Seu ensinamento também é bom para nós em nossa vida diária e pode nos inspirar, embora não sejamos monges budistas.
Além disso, esta escritura quase incluiu todo o ensinamento do budismo. É fácil saber, no entanto, é difícil colocá-lo em prática. Então, é um grande desafio para os nossos maus hábitos internos. Por quê? Para colocar o ensinamento de Buda em prática, precisa de cérebro, alguns métodos e leva tempo. Então, não é fácil aprender Buda. Mesmo assim, há também a maneira fácil de aprender o Buda. Como? Para recitar ou cantar o nome de Buda ou Pusa, como Na Mo Amitabha, Na Mo Pusa Mundo-Sons-Percebendo. É algum tipo de método para concentrar nossa mente e nos concentrar em uma coisa. A maior importância é que nosso coração corresponda à compaixão e à sabedoria de Amitabha ou Pusa World-Sounds-Perceiving. Então, existe o significado para nós. Finalmente, descobriríamos que Amitabha ou Pusa Mundo-Sons-Percebidos não é outra coisa, está em nosso coração. Isso significa que nós e Amitabha ou Pusa World-Sounds-Perceiving não são diferentes. Isso é que somos um.
Esta escritura também é mencionada sobre os três venenos que prejudicariam nosso corpo físico e mental, sobre os seis métodos que nos permitem entrar na sabedoria e sobre dez coisas que poderiam nos deixar acumular nossa virtude. Naturalmente, essa escritura é comentada sobre o status final do aprendizado de Buda. "Buda" é um nome dado pelas pessoas. De fato, quando estamos no status final, a palavra “Buda” não é um significado para nós. Por quê? Quando você está no status, você saberá. Em uma palavra, esta escritura está relacionada para aprender o Buda e seus métodos.
Por que a maioria das pessoas tem a sensação de ser traída, magoada ou atacada e por que algumas pessoas querem trair, magoar ou atacar os outros, porque mantêm as coisas diferentes no coração ou na mente e pensam que essas coisas existem. Em outras palavras, seu coração e mente são ocupados por essas coisas. Sob tal situação, como poderiam manter o pensamento racional e a emoção pacífica no coração e na mente?
No passado, temos muitos desentendimentos sobre o budismo. Isso porque o significado profundo do budismo é difícil para o público entender. O profundo significado do budismo é falado sobre o vazio no coração. Quando a maioria das pessoas já ouviu isso, elas se sentem desagradáveis, porque querem ter amor, desejo, fama, poder, dinheiro e valores, até mesmo para controlar os outros e querem que os outros obedeçam a sua intenção gananciosa ou odiosa.
De fato, quando tivermos entendido o profundo significado do budismo, perceberemos que nada poderia nos controlar, como a fama, o poder, as vantagens ou outras intenções malignas. E também não temos intenção de controlar os outros.
Além disso, ninguém poderia nos ferir ou nos atacar. Por quê? Quando estamos no estado de Vazio no coração, não há nada para ser ferido ou para ser atacado, como usar uma espada para cortar o céu, o céu ainda está lá. O céu está ferido? Não. No entanto, a pessoa que usa uma espada para cortar o céu com ódio já esgotou sua própria energia. A partir dessa escritura, você pode ser entendido.
Portanto, não se limite ao conceito ou significado da palavra do budismo. Na verdade, o destaque do budismo é o nosso coração que está preocupado com a humanidade, não importa o que acreditamos ou o que é a nossa fé. O ensinamento de Buda é autocontrole, não para controlar os outros; é auto-exigência, não exigir dos outros; não buscar o coração dos outros. Em uma palavra, é autodisciplina, não disciplinar os outros. E isso depende da natureza do vazio do nosso interior, não depende de qualquer objeto ou coisa de fora da situação.
Em segundo lugar, não existe tal conceito de traição no budismo. Por quê? Deve haver qualquer objeto ou coisa, de modo que dizemos que traímos o objeto ou coisa. No budismo, não há objeto ou coisa no coração, como poderíamos trair o objeto ou a coisa inexistente, ou como poderíamos trair o vazio? Este conceito é difícil de ser entendido. Mas, se você ler atentamente essa escritura, poderá entender.
Então, nós estendemos o significado acima mencionado. Não há violência ou força no budismo. Se as pessoas disserem que querem brigar com alguém, o que significa que há algum objeto ou coisa na situação externa e em seu coração e mente que os deixa irritados para que eles queiram usar a violência ou a força. Entretanto, no coração budista de profunda prática, não há objeto ou coisa no coração e na mente que possa torná-los infelizes, mesmo que qualquer objeto ou coisa maligna exista na situação externa. Então, como eles poderiam lutar com quem, de modo a usar a violência ou a força? Por que o monge ou freira budista ou o aprendiz de Buda que pratica profun- damente é um dos três tesouros? Agora, sabemos que eles são um dos que fazem a paz na nossa sociedade e no mundo.
Deixe-me falar sobre a história desta escritura em um breve. De acordo com os registros, essa escritura é a primeira escritura sendo transmitida da Índia para a China e traduzida do sânscrito para o chinês. O tempo é na Dinastia Han da China (B.C.220 - A.D.220). Esta escritura também é traduzida como "O Sutra de Quarenta e Dois Capítulo". Que você pode encontrar na Internet, e que outra história interessante pode ser encontrada em WiKi se você estiver interessado. Inglês: (Introduction)A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
https://po-bvlwu.blogspot.com/2018/10/introducao-uma-breve-conversa-sobre.html
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2019.07.21 20:54 ankallima_ellen As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio – Trigésima Sétima Semana

Ansiosa, esperava inquieta a iminente chegada. Fazia um ano que não os via. Já eles nunca assim haviam me visto. Era a primeira vez que nos encontraríamos desde que iniciei a minha transição. Expectativas? Muitas. Medos? Todos. Como seria a sua reação? Tratariam me com amor? Carinho? Respeito? Palavras ditas pelo telefone não carregam o mesmo peso e significado daquelas ditas olho no olho. É fácil fingir aceitação sem ter a linguagem corporal a lhe denunciar. Anos de transfobia velada cobravam seu preço. Mas as pessoas mudam, queria acreditar. Sobretudo quando há amor envolvido.

Precisava conquistar o meu espaço, a minha independência, a minha identidade. E por mais que meu consciente forçosamente calcado na lógica descartasse a necessidade de sua aprovação, minha alma ansiava. Queria muito mostrar o quão feliz estava. O quanto essa mudança salvou a minha vida. Era outra pessoa. Renascida das cinzas de um ser em frangalhos que apenas sobrevivia. Queria que percebessem que pela primeira vez em décadas estava viva. Talvez assim, tocasse seus corações e me amassem como sua filha.

O plano era louco, desvairado, já haviam me alertado. Passar uma semana viajando com meus pais. Visitar a família estendida. Longe de qualquer santuário. Sem nenhuma garantia. Longe daquela que foi o meu alicerce nesses últimos meses. Sozinha nessa imersão de sentimentos. Sujeitando-me a imprevisíveis intempéries. Misgendering e deadnaming eram minhas únicas certezas. Contudo, era o que precisava ser feito. Precisava romper essa última casca. Transpor a barreira que me aterrorizava há pelo menos um ano.

A chegada foi tímida. Sorrisos contidos. Abraços distantes. Almoçamos rapidamente num restaurante perto de casa antes de me juntar a eles e a estrada. O silêncio do almoço foi substituído por conversas amenas para distrair da chatice do trajeto. Mares de morros, desce serra, a baixada e finalmente sobe serra. Aos poucos fui relaxando e eles também. Não se parecia com o fim do mundo. Havia esperança. Como num rito de passagem, retornava à fatídica cidade de meu nascimento incorreto para renascer menina. Talvez fosse por isso que há eras teimava em visitá-la. Precisava fazer do jeito certo. Caminhar por aquelas ruas nevoentas entre canais despida daquela mentira. Livre enfim.

Logo na noite de nossa chegada, encontramos com primos da minha mãe. Cerveja e boa comida regadas a risadas e conversas leves. Nenhuma pergunta constrangedora. Parecia que tudo se passava como nada se passasse. Como se sempre houvesse sido assim. Claro, o nome morto foi invocado erroneamente algumas vezes, mas nada que não passasse de uma lapso mnemônico prontamente corrigido. Uma falha na matriz.

No dia seguinte, antes do almoço na casa da tia-avó, vaguei com meus pais por ruas que o tempo não parecia ter tocado. Eram exatamente como lembrava, apenas me pareciam as distância menores. E com o passeio vieram as memórias e conversas mais significativas. Percebiam minha felicidade reconquistada e a retribuíam. Sorrisos. Abraços. Carinho. Meu pai em toda a sua canhestrice emocional denunciou a luta que trava para aceitar o que o destino me reservou. Não se tratava da questão de aceitar quem eu era. Afinal, de acordo com sua doutrina espírita, espíritos não têm gênero e descem à Terra em todas as formas possíveis. Mas sim, de por que precisava ter sofrido tanto para me encontrar e como ele não percebera essa batalha que silenciosamente perdia.

Nesse clima espiritual, adentrei a Catedral de São Pedro de Alcântara. Lugar onde há 35 anos havia sido batizada. Devolvi o nome que não me representava e neguei os votos que me foram impostos. Livrava-me simultaneamente de dois estigmas que muito me martirizaram. Sem mais nenhuma conexão com a fé que só me ensinou o ódio. Lavei-me de seus pecados e sujeiras. Enfim, podia nascer Gabrielle sem o signo de nenhum deus falso. A única benção que importava era a minha mesma. Eu, deusa de mim.

Da montanha para o mar. Descer a serra para reencontrar outra tia-avó. Tenras lembranças das noites que sonhei em sua casa. Livre do olhar julgador, podia vestir as camisetas que me emprestava para dormir como camisolas. Alheia às questões de gênero que me aguardavam em um futuro não tão distante, podia, sem saber, fingir ser quem um dia me tornaria. A época não entendia o porquê dessa fascinação com esses raros pernoites, só que meus pais custavam a me arrancar desse santuário onde a minha feminilidade começou a florescer. Quase trinta anos depois, ela continuava linda, charmosa e requintada. O mesmo sorriso acolhedor de outrora, apesar das desventuras que a vida lhe pregou.

Também encontrei com a minha madrinha. Talvez a única coisa boa que a igreja me proporcionou. Amiga muito próxima da minha mãe. Fizeram faculdade juntas. Sem saber o futuro que me aguardava, não podiam meus pais ter feito escolha melhor. Não consigo estimar a importância que ela teve no processo de aceitação que minha passou recentemente. Só sei que ela foi crucial. Nada como a vivência de quem passou pela similar situação de aceitar a homossexualidade dos filhos e partilhou da vida de outras pessoas trans. Foi uma noite incrível. Certamente uma das melhores dessas curtas férias. Fazia tempo que não me sentia tão acolhida e à vontade na casa de outrem. Podendo ser eu mesma sem me preocupar com absolutamente nada.

Por dois dias passeie pela famosa praia. Na primeira vez, ainda repleta de vergonha me escondi dos olhares sob as roupas: uma camiseta branca e um shortinho roxo. Conversas com a minha mãe sobre a vida, futuro e passado enquanto vagávamos em direção ao forte. Na privacidade da caminhada, pude finalmente verbalizar algumas das mágoas, frustrações e outras problemáticas de um relacionamento oco. Ela me ouviu. Não gostou, mas concordou. Admitir os problemas é o primeiro passo para resolvê-los. Quem sabe assim possamos enfim criar um vínculo verdadeiro de mãe e filha. No segundo dia, tomada de uma coragem quase sobrenatural, vesti um biquíni e exibi minhas curvas aspirantes. Olhares. Muitos olhares. Não sei se lascivos ou somente curiosos. Certeza apenas, de que muitas mulheres me mediram dos pés à cabeça. Se alguém percebeu minha transexualidade, guardou para si, pois não sofri nenhuma discriminação, nem ouvi qualquer comentário transfóbico. Talvez seja essa apenas a experiência que uma mulher passa toda vez que vai à praia.

Enfim, fazia-se a hora de voltar por alguns dias para casa. Pegar os exames. Marcar a consulta com o endocrinologista. Pegar o RG novo. Contribuir com a minha vivência em gênero e ciência na aula de um amigo querido. Rever a amada. Recarregar um pouco as baterias emocionais, porque na semana seguinte iria fazer compras com a minha mãe. Coisa corriqueira de mãe e filha, mas completamente nova para mim. Experiência aparentemente trivial, mas essencial para quem não a teve no momento certo. Antes tarde do que nunca.

Uma excelente semana a tods! Em breve posto a continuação.

Beijocas,

Gabi
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2019.05.15 20:27 ArthurMacedo3230 Pétalas de Rosas

Pétalas de Rosas Em alguns campos da Noruega, havia somente uma rosa…Não uma rosa qualquer, mas sim, uma que tinha em uma única e delicado detalhe. Algo em que lhe aborrecia e se sentia ameaçada era a presença humana, por causa de sua estupidez e arrogância. As atitudes imorais do homem e de sua presença ao lado dela faziam com que as suas pétalas caíssem, juntamente com uma parte de sua alma, que em questões de sentimento era algo indescritível. Indescritível para a mente humana, por causa da grandeza amorosa e sábia que se manifestava na alma da rosa. Quando sua pétala caía, o solo da Terra se manifestava em coragem e paz, mas o medo e a guerra era tão iminente na raça humana que se tornava imprenscindível. O medo levava a pessoa ao suicídio e a guerra em pessoas desesperançosas. Tudo isso afetava a alma da rosa, sendo como uma doença sem cura e que com o passar do tempo se proliferava cada vez mais. Mas em um dia qualquer, a rosa se surpreendeu pela presença de uma menina, que em termos de inteligência e sabedoria era algo surpreendente e extremamente raro na raça humana, sentindo sua alma sendo renovada por uma força desconhecida. A paciente menina sentou-se ao lado da rosa, percebendo a sua presença , que em movimentos delicados presenciava o doce cheiro das pétalas e de sua textura, mandando inúmeras correntes elétricas ao seu cérebro, o mundo e as cores pareciam mais vivas e sentia o verdadeiro significado da natureza de seu mundo, sendo algo nunca sido presenciado pelo homem. A menina se levantava e lágrimas salgadas rapidamente deslizavam diante de sua pele delicada, referindo-se ao desespero e sofrimento carregado por ela e de sua raça, sendo algo enraizado desde a evolução do homem e que não se tinha cura. A partir desse momento, todas as pétalas da rosa caíram, sendo o fim de sua vida, porém o início de várias outras, assim o vento leva e espalha suas pétalas pelo campo, espalhando o seu amor, sua sabedoria, e suas doces e salgadas memórias, que se tornariam a semente de uma nova vida. Arthur Macedo
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2019.01.14 15:13 tkaliveira Todos sabem onde está Queiroz.

Todos sabem onde está Queiroz.

Vendi uns carros, sou freela.
O governo executivo antes de se-lo vociferou nos quatro cantos do mundo que o governo seria uma espécie de Estado novo focado no combate a corrupção, e hoje 12 dias depois há muitas dúvidas sobre o mecanismo deste combate.
O país está explodindo como tem que ser, crimes de colarinho branco sul e sudeste e crimes contra a sociedade no norte e nordeste. Fortaleza está sitiada pelo crime após implantarem sistema de bloqueio de sinal de telefones nos presídios e as facções criminosas estão reagindo desesperadamente contra o Estado por causa da medida.
A reação é catastrófica, vão de explosões de bancos a demolições de viadutos, brigas de gangues a moda antiga e execuções comuns com arma de fogo. Aqui mesmo no reddit estão explodindo vídeos mostrando as ações das facções criminosas e também, as ações das polícias táticas no combate (que são execução fria e torturas).
Se você for sádico assistirá sem problemas o vídeo intiulado "Veja atuação da Força Nacional no Ceará" - https://www.youtube.com/watch?time_continue=3&v=kjPw_1VBV7Q
Não é de hoje que sabemos que as corporações tratam o tráfico como ato de guerra e ou terrorismo, transformando os ambientes urbanos em verdadeiros campos de guerra e em hipótese alguma mensurando se haverá baixas civis inocentes ou não..
Não sou demagogo em dizer que o que está havendo é culpa do governo Bolsonaro, o colapso da segurança pública é atemporal na nossa realidade, ele apenas é administrado para garantir aquele voto certo que elege quem dele se aproveita. Não se engane, a força nacional (do governo, da união) vai vencer essa Guerra. Witzel que o diga.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras, um órgão que para mim apareceu do nada, e sim, ganhou um protagonismo gigantesco ao publicizar que pessoas envolvidas no governo executivo tinham movimentações suspeitas em suas contas. O suspeito da vez foi o Sr. Fábricio Queiroz, um motorista singelo e de classe média baixa, com uma residencia simples mas com um volume expressivo de dinheiro na conta.
Quando a matéria explodiu na imprensa logo vieram os oposicionistas tripudiarem com todo os seus materiais bélicos digitais a situação (pode, até pode mas fica sem graça) - E as investigações não pararam, aos poucos um emaranhado obscuro de informações foi tecendo uma linda raiz de transações que escancararam várias pessoas ligadas aos filhos do presidente com movimentações estranhas.
Com um rápida e certeira "googlada" com o termo "Fabricio Queiroz" temos como resultados diversos veículos de imprensa veiculando matérias sobre o Motorista.
A grande questão é, de quem é a corrupção que será combatida? acho que só as das questões pretéritas dos governos anteriores, pois, muito se justifica quando algo surge.
Apenas para relembrar: "Assessora de Bolsonaro Personal Trainer"
Nesse momento do texto alguém já deve esta perguntando mas e o PT, cara, eles poderiam fazer um mea culpa e nos poupar destes artigos aqui e elencarem todos os crimes que cometeram, não só eles, PMDB que hoje é o MDB e o PSDB, PCdoB e até o PSOL. Então calma lá.
Algum gênio criou o site "acabou a mamata" - uma espécie de analogia daqueles quadros de acidentes de grandes empresas que tem a mensagem "estamos a xxx dias sem acidentes ou incidentes" - O Site contabiliza e agrupa as mamatas do governo atual.
No site dicionáriopopular.com, se pesquisarmos pelo significado de mamata ele retorna com:
Modo fácil de obter algo, ou de proceder de alguma forma fácil ou às custas de outrem; Situação favorável; lucro fácil. Sem fazer nada, sem trabalhar.
O Site acabou a mamata está hoje (12/01/2019) com 01 (um) dia sem mamatas, o recorde fora de 04 (quatro) dias, quem quiser visitar e analisar e compartilhar a crítica das mamatas, entra lá e volta aqui para falar, sera maravilhoso.
Site: acabouamamata.com.br
O combate a corrupção ele deve ser sistêmico e feito, na minha opinião que deve está custando uns 10 centavos, por pessoas que não são obstinadas ou que tenham um comportamento desviante e que flerte com autocracias.
O governo atual, eleito de forma democrática sim, fizera uma campanha louca em cima de uma inimigo que não existe (comunismo brasileiro) e contra o partidos dos trabalhadores.
Uma campanha que considero injusta e desleal, a disputa política não é uma guerra, ela deve (apaixonado eu sou) ser pautada na disputa de quem tem para apresentar a melhor proposta para a gestão de um pais. E quando se trata do nosso país, um país de dimensões continentais fica muito mais difícil aceitarmos goela abaixo uma visão default de gestão que impõe políticas publicas e sociais nada ortodoxas para uma democracia tão jovial.
A caça as bruxas começou com as exonerações em massa dos servidores de diversos órgãos do executivo, legislativo e judiciário. Um verdadeiro engessamento homogênico das instituições.

Entre diversos "impropérios" da oposição os mais relevantes e que geraram muito clickbait estão:
Amigo particular do Bolsonaro é indicado para Gerência de Segurança da Petrobras - fonte: Valor Economico Parecer da AGU "obriga" IBAMA anular multa contra Bolsonaro - Fonte: Exame Filho de Mourão vira assessor do presidente do Banco do Brasil e triplica salário - Fonte: Carta Capital Michele "Libras Queen" emplaca amiga em secretaria do governo - Fonte: O Globo. Publicitário filiado ao PSL é nomeado presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, APEX e não fala inglês - Fonte: O Antagonista Secretário parlamentar de Bolsonaro atua em página de apoio ao candidato - Fonte: Fonte
Sobre o indicado a APEX recomendo assistir o vídeo divertidíssimo do Youtube Izzy Nobre, ele faz uma excelente referência com a série The Office sobre o causo: https://www.youtube.com/watch?v=L6Va0gubL5U
Esse texto é uma análise de 12 (dias) de governo novo, e nesses dia quase ínfimos comparados aos do ano inteiro, muita coisa já aconteceu, e a bolsomania coloca uma venda enorme e constroem milhares de explicações conexas para justificar as escolhas do governo.
Mas o Lula, A Dilma, O DHC e o Collor fizeram e ninguém disse nada, eu era criança e não tinha ferramentos ou senso crítico para fazer na época, se tivesse também fária sobre eles, no do Lula e da Dilma já tinha mas aspirações para treinar escrita surgiram somente por ora e agora.
Ressalvando que muitos tem razão, o presidente eleito indica quem ele quiser, o mínimo que deve ser observado são as qualificações técnicas para assumir determinado cargo, fora isso tudo certo, agora qualitativamente, devemos observar o que é feito por cada indicado e quem faz o Lobby para este governo que vai desde o porteiro aos donos de tv (SBT e Record hein, que lindo) e isso não é errado, a política é um jogo complexo igual xadrez e se você não sabe jogar, não se meta.
E para finalizar:
Queiroz e família dançando no Hospital Albert Einstein, com camisas de tons alaranjados (que pode sim, não tem problema) mas que é uma verdadeira chacota para todos aqueles que pedem explicações sobre o que tem ocorrido, origem das movimentações financeiras e, Queiroz, aquela desculpa de vendas de carros, pelo amor de Deus. Aquilo nem colou:
Quem quiser vê a dancinha segue o link: https://www.youtube.com/watch?v=fRyUBQdl36g
Menção honrosa de vídeo:
Quem ainda não assistiu, deve assistir!
O documentário facada no mito é no mínimo revelador para aqueles que não entende até hoje a facada mais fácil de se fazer no mundo: https://www.youtube.com/watch?v=kDe6Vvgvf44
O combate a corrupção é sistêmico, volto a dizer, se o Estado quiser ele faz, pega e força a delação e etc. Lula que o diga, nunca sofreu uma condução coercitiva, Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz até hoje fazendo o Parquet de besta e rindo da cara deles.
Abraços e obrigado.
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2019.01.12 13:57 tkaliveira Todos sabem onde está Queiroz!

Todos sabem onde está Queiroz!

Queiroz que vende muitos carros, muitos carros, muitos carros.
O governo executivo antes de se-lo vociferou nos quatro cantos do mundo que o governo seria uma espécie de Estado novo focado no combate a corrupção, e hoje 12 dias depois há muitas dúvidas sobre o mecanismo deste combate.
O país está explodindo como tem que ser, crimes de colarinho branco sul e sudeste e crimes contra a sociedade no norte e nordeste. Fortaleza está sitiada pelo crime após implantarem sistema de bloqueio de sinal de telefones nos presídios e as facções criminosas estão reagindo desesperadamente contra o Estado por causa da medida.
A reação é catastrófica, vão de explosões de bancos a demolições de viadutos, brigas de gangues a moda antiga e execuções comuns com arma de fogo. Aqui mesmo no reddit estão explodindo vídeos mostrando as ações das facções criminosas e também, as ações das polícias táticas no combate (que são execução fria e torturas).
Se você for sádico assistirá sem problemas o vídeo intiulado "Veja atuação da Força Nacional no Ceará" - https://www.youtube.com/watch?time_continue=3&v=kjPw_1VBV7Q

Não é de hoje que sabemos que as corporações tratam o tráfico como ato de guerra e ou terrorismo, transformando os ambientes urbanos em verdadeiros campos de guerra e em hipótese alguma mensurando se haverá baixas civis inocentes ou não..
Não sou demagogo em dizer que o que está havendo é culpa do governo Bolsonaro, o colapso da segurança pública é atemporal na nossa realidade, ele apenas é administrado para garantir aquele voto certo que elege quem dele se aproveita. Não se engane, a força nacional (do governo, da união) vai vencer essa Guerra. Witzel que o diga.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras, um órgão que para mim apareceu do nada, e sim, ganhou um protagonismo gigantesco ao publicizar que pessoas envolvidas no governo executivo tinham movimentações suspeitas em suas contas. O suspeito da vez foi o Sr. Fábricio Queiroz, um motorista singelo e de classe média baixa, com uma residencia simples mas com um volume expressivo de dinheiro na conta.
Quando a matéria explodiu na imprensa logo vieram os oposicionistas tripudiarem com todo os seus materiais bélicos digitais a situação (pode, até pode mas fica sem graça) - E as investigações não pararam, aos poucos um emaranhado obscuro de informações foi tecendo uma linda raiz de transações que escancararam várias pessoas ligadas aos filhos do presidente com movimentações estranhas.
Com um rápida e certeira "googlada" com o termo "Fabricio Queiroz" temos como resultados diversos veículos de imprensa veiculando matérias sobre o Motorista.
A grande questão é, de quem é a corrupção que será combatida? acho que só as das questões pretéritas dos governos anteriores, pois, muito se justifica quando algo surge.
Apenas para relembrar: "Assessora de Bolsonaro Personal Trainer"

Nesse momento do texto alguém já deve esta perguntando mas e o PT, cara, eles poderiam fazer um mea culpa e nos poupar destes artigos aqui e elencarem todos os crimes que cometeram, não só eles, PMDB que hoje é o MDB e o PSDB, PCdoB e até o PSOL. Então calma lá.

Algum gênio criou o site "acabou a mamata" - uma espécie de analogia daqueles quadros de acidentes de grandes empresas que tem a mensagem "estamos a xxx dias sem acidentes ou incidentes" - O Site contabiliza e agrupa as mamatas do governo atual.
No site dicionáriopopular.com, se pesquisarmos pelo significado de mamata ele retorna com:
Modo fácil de obter algo, ou de proceder de alguma forma fácil ou às custas de outrem; Situação favorável; lucro fácil. Sem fazer nada, sem trabalhar.
O Site acabou a mamata está hoje (12/01/2019) com 01 (um) dia sem mamatas, o recorde fora de 04 (quatro) dias, quem quiser visitar e analisar e compartilhar a crítica das mamatas, entra lá e volta aqui para falar, sera maravilhoso.
Site: acabouamamata.com.br
O combate a corrupção ele deve ser sistêmico e feito, na minha opinião que deve está custando uns 10 centavos, por pessoas que não são obstinadas ou que tenham um comportamento desviante e que flerte com autocracias.
O governo atual, eleito de forma democrática sim, fizera uma campanha louca em cima de uma inimigo que não existe (comunismo brasileiro) e contra o partidos dos trabalhadores.
Uma campanha que considero injusta e desleal, a disputa política não é uma guerra, ela deve (apaixonado eu sou) ser pautada na disputa de quem tem para apresentar a melhor proposta para a gestão de um pais. E quando se trata do nosso país, um país de dimensões continentais fica muito mais difícil aceitarmos goela abaixo uma visão default de gestão que impõe políticas publicas e sociais nada ortodoxas para uma democracia tão jovial.
A caça as bruxas começou com as exonerações em massa dos servidores de diversos órgãos do executivo, legislativo e judiciário. Um verdadeiro engessamento homogênico das instituições.
Entre diversos "impropérios" da oposição os mais relevantes e que geraram muito clickbait estão:
Amigo particular do Bolsonaro é indicado para Gerência de Segurança da Petrobras - fonte: Valor Economico
Parecer da AGU "obriga" IBAMA anular multa contra Bolsonaro - Fonte: Exame
Filho de Mourão vira assessor do presidente do Banco do Brasil e triplica salário - Fonte: Carta Capital
Michele "Libras Queen" emplaca amiga em secretaria do governo - Fonte: O Globo.
Publicitário filiado ao PSL é nomeado presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, APEX e não fala inglês - Fonte: O Antagonista
Secretário parlamentar de Bolsonaro atua em página de apoio ao candidato - Fonte: Fonte

Sobre o indicado a APEX recomendo assistir o vídeo divertidíssimo do Youtube Izzy Nobre, ele faz uma excelente referência com a série The Office sobre o causo: https://www.youtube.com/watch?v=L6Va0gubL5U

Esse texto é uma análise de 12 (dias) de governo novo, e nesses dia quase ínfimos comparados aos do ano inteiro, muita coisa já aconteceu, e a bolsomania coloca uma venda enorme e constroem milhares de explicações conexas para justificar as escolhas do governo.
Mas o Lula, A Dilma, O DHC e o Collor fizeram e ninguém disse nada, eu era criança e não tinha ferramentos ou senso crítico para fazer na época, se tivesse também fária sobre eles, no do Lula e da Dilma já tinha mas aspirações para treinar escrita surgiram somente por ora e agora.
Ressalvando que muitos tem razão, o presidente eleito indica quem ele quiser, o mínimo que deve ser observado são as qualificações técnicas para assumir determinado cargo, fora isso tudo certo, agora qualitativamente, devemos observar o que é feito por cada indicado e quem faz o Lobby para este governo que vai desde o porteiro aos donos de tv (SBT e Record hein, que lindo) e isso não é errado, a política é um jogo complexo igual xadrez e se você não sabe jogar, não se meta.
E para finalizar:
Queiroz e família dançando no Hospital Albert Einstein, com camisas de tons alaranjados (que pode sim, não tem problema) mas que é uma verdadeira chacota para todos aqueles que pedem explicações sobre o que tem ocorrido, origem das movimentações financeiras e, Queiroz, aquela desculpa de vendas de carros, pelo amor de Deus. Aquilo nem colou:
Quem quiser vê a dancinha segue o link: https://www.youtube.com/watch?v=fRyUBQdl36g
Menção honrosa de vídeo:
Quem ainda não assistiu, deve assistir!
O documentário facada no mito é no mínimo revelador para aqueles que não entende até hoje a facada mais fácil de se fazer no mundo: https://www.youtube.com/watch?v=kDe6Vvgvf44
O combate a corrupção é sistêmico, volto a dizer, se o Estado quiser ele faz, pega e força a delação e etc. Lula que o diga, nunca sofreu uma condução coercitiva, Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz até hoje fazendo o Parquet de besta e rindo da cara deles.
Abraços e obrigado.

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2018.09.06 17:53 Alfre-douh Hippie

"Quem é que vai pagar a conta?!" pensei.
Disse que se chamava Bill e que veio de um país qualquer nórdico, pelo menos foi o que pude perceber. O seu cabelo grunho, em 3/4 branco e 1/4 loiro, corroborava aquilo que o seu espanhol mestiço de inglês queria dizer mas não conseguia. Trazia com ele uma mochila, cheiro a cavalo, aquele cabelo, umas chinelas de couro e cortiça, e um sorriso numa cara que parecia uma folha de papel de alumínio usada vezes sem conta para embrulhar sandes improvisadas.
"De onde és?" perguntei eu quando ele se chegou ao balcão e pediu por "ÁCUA, porre favorre".
"Sorry, non ...?" e largou uma pequena gargalhada e a cara, como um papel de alumínio recolheu para me devolver um sorriso empático.
"...não tens que pedir desculpa por não perceber." e dou-lhe uma palmada camaradosa nas costas. "Eu, Portugal. Tu...?" fiz toda uma mímica, em que usei o polegar na minha direção no "Eu, Portugal" e com o indicador da mesma mão apontei para ele e larguei o "Tu...?".
"Nowhereland" disse ele usando todos os músculos da cara para esboçar um sorriso. Por qualquer razão o sorriso lembrou-me o Grand Canyon visto do espaço.
"Ahhh sei bem! O Carneiro emigrou para aí acho eu..." acenei positivamente e complementei com uma trivia corriqueira. "Resposta para queijinho de História de Lendas da Caparica do final da década de 80" pensei.
Ele continuou a rir-se e eu pensei enquanto dava um gole na imperial "Secalhar este ainda é filho do Carneiro. O Carneiro era um verdadeiro bode...um cabrão portanto" relembrando-me do historial cortejador do Carneiro.
"Mai neime Alfredo. Tu...?"
"Bill! ...You can call me, Bill!"
"Bill é nome de cowboy. És cowboy...?"
"Cowboy?!..." riu-se "Nooo" prolongou o "Nooo" em aversão à ideia, mas mantendo sempre o riso. "I really don't like labels, man...I am just a wanderer, discovering the beauty and the wonders of Our Nature"
Ri-me, não percebi nada, fiquei sim com a impressão que estava a tentar demarcar-se da noção redutora de turista. Se for isso, gosto. Há muito tempo que não viajo, mas uma coisa sei: quem não sabe sentir-se admirado pela diferença, também não saberá sentir-se confortável com a familiaridade. Para além disso tendo a gostar de alguém que não procura nada em concreto, mas que não se demove de apreciar aquilo que é vago e intangível. A vida é curta demais para procurar um significado estanque para a mesma. "Vou pedir mais uma... acho que vou em quatro" disse baixinho.
"Bill, queres uma?" mandando um aceno afirmativo estoico, que mais parece um cabeçamento de cima para baixo, apontando ao mesmo tempo para o copo esbelto e vazio da minha imperial.
Ele encolhe os ombros e esboçando uma ternura pela proposta, tenta ser camarada e diz-me "Si!" num espanhol decidido.
"Tira-me aí duas, se faz favor!"
"O Hippie bebe cerveja?" perguntam do outro lado do balcão.
"Ele a mim disse-me que se chamava Bill..." digo eu.
Entregam-nos as cervejas e oiço vindo do outro lado "Hippie é o nome daqueles tipos que proclamam paz e amor. Não te lembras do símbolo? Aquele da Mercedes, mas com mais uma perna. Contra a guerra do Vietname e a favor do sabão macaco...não te diz nada?"
"Ahhh sim! E eu a perguntar-lhe há pouco se ele era cowboy!" ri-me encavacado "...Eu não ligo a modas, ligo a pessoas de bem e o Bill parece porreiro" digo afastando o pretensiosimo cataloguista com galhardia.
Lembrei-me por momentos do Carneiro, também era um tipo "Paz e amor" e dizia-se que tinha uma perna a mais.
"Bill...esplanada..." sugeri e ele acenou positivamente largando um "Sure, Alfredouh".
Viajamos com as tochas douradas até uma mesinha de PVC e abancámos.
O tempo ia passando. As tochas que íamos apagando voltavam-se sempre a acender.
Trocámos mímicas e rimos sem sentido. Contei-lhe as minhas histórias. Falei-lhe sobre os meus projectos para por uma campainha com um bramir de um Elefante africano, contei-lhe sobre como comecei a fumar, sobre os aviões do quarto do puto, sobre o fascínio que por vezes me avassala quando olho para a minha mulher, sobre as viagens de comboio do antigamente, sobre smartphones e notificações, sobre o rádio que encontrei com o Damásio, sobre a decadência da pornografia, sobre tudo... e sobretudo sempre a rir.
A tarde caiu. A noite chegou. As estrelas cobriram o céu, as tochas apagaram-se de vez e os risos tornaram-se sorrisos.
"Quem é que vai pagar a conta?!" pensei.
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2018.06.03 20:44 macaco3001 Índia Malhoa é a melhor artista portuguesa de todos os tempos

São muitos os nomes em que pensamos quando nos referimos aos melhores músicos portugueses: Amália Rodrigues, Rui Veloso, Quim Barreiros, Salvador Sobral... Mas há um nome que não aparece tanto como devia. Refiro-me, obviamente, à maior artista da actualidade, Índia Malhoa.
Poderia falar de vários dos seus êxitos, "Histórias do meu Diário", uma bela história de amor ou mesmo "DJ aumenta o som", mas irei centrar-me no seu mais belo poema, "Lollipop". Lollipop pode parecer uma música azeiteira ao ouvir pela primeira vez, derivado até da sua mistura de dialectos e aparente falta de conteúdo interessante, sendo que ao chamar ao seu cão "Lollipop", Índia parece estar a sugerir que aprecia aplicar um bom felácio no seu cão. Pretendo através deste texto mudar esta visão injusta daquela que é, sem dúvida, a melhor música portuguesa de todos os tempos.
O verdadeiro tema deste poema é a igualdade de género. Confusos? Passo a explicar: No 3º verso da 6ª estrofe, o sujeito poético, referindo-se ao cão, proclama "Ele é rosa e azul". Qualquer pessoa que esteja a visualizar o videoclip poderá facilmente verificar que o cão em questão não é rosa, nem azul. Concluímos então que este verso tem algum significado não literal. Rosa é uma cor usualmente relacionada ao género feminino, e azul ao género masculino, ou seja, o cão tem características normalmente associadas a um dos géneros e não pertence exclusivamente a um deles.
Agora uma pergunta relevante que se pode levantar é, porque é que Índia Malhoa aparenta estar a falar de um cão e não de uma cadela? Isto ocorre pois o cão é referido com um "ele", como se pode observar nos versos "Ele é nice, ele é cool / ele acompanha-me até à school". No entanto, a palavra "cão" nunca é utilizada, sempre sempre substituído por "dog" que se pode referir a ambos os géneros. É importante realçar que o pronome referente ao cão em inglês é sempre "It", como se verifica no verso "It's my lollipop". É claro que este pronome é frequentemente usado na língua inglesa quando se refere a animais, no entanto, não é normalmente utilizado quando existe uma relação próxima com o dito animal, como é aqui o caso. Índia usou propositadamente este pronome de forma a não discriminar o seu género, algo que não é possível fazer na língua portuguesa, justificando assim a introdução aparentemente azeiteira de outro dialecto.
No entanto parece existir algum desequilíbrio derivado do uso do pronome masculino e nunca o feminino, no entanto, a 12 de Janeiro de 2013, no reputado programa "Não há Bela sem João", India revela que a música é inspirada na sua cadela, repondo assim o equilíbrio.
Falta apenas apresentar a última e mais relevante prova de que é esta a interpretação certa. O nome do cão? Angel. O que se significa angel? Anjo. E como é facto conhecido, os anjos não têm género.
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2018.05.19 15:38 rodrigoablima Livro: Alfa e Ômega - Uma Aventura nas Profundezas da Divindade Humana

CAPÍTULO 1 - A FUNDAÇÃO
Há incontáveis eras, um grupo de anciões, vitoriosos de batalhas anteriores, decidiram criar uma nova existência, pois se esgotaram as possibilidades e o mundo se tornou previsivelmente insuportável e tedioso. Além disso, em sua sabedoria acreditavam que, como antes, seria necessária uma renovação, bem como o desapego, aos resquícios e memórias do passado. A estes senhores, de nomes impronunciáveis com nossas gargantas primitivas, chamaremos de Arcontes da Alma, os famigerados Pais Arquetípicos, conhecidos na mitologia judaica como Elohim. Dentre estes senhores havia um que se destacava, por seu amor e justiça, sendo a expressão exata do Elevado, aquele que conheceu a primeira criação de todas as criações. Valente guerreiro e pai amoroso. O Verbo e Senhor dos vinte quatro Arcontes.
Sentados, em seus tronos, conversavam e planejavam os eventos que seriam vividos na nova origem. O lugar onde estavam era de beleza única e com uma atmosfera de poder e glória jamais imaginada por mortais, como eu e você. Um lugar que assusta e atemoriza qualquer criatura, impondo respeito aos seres das alturas, ou dos mais baixos abismos.
Todavia existia um lugar de maior significado e peso, um lugar inviolável, o santíssimo lugar, a morada do Eterno. Apenas o Pai e Filho do Verbo poderia adentrar neste ambiente e o fazia somente em ocasiões únicas, em importância e necessidade. Ali residia o Misterium Tremendum que nenhuma criatura ou Elohi poderia conhecer e compreender em sua plenitude, apenas o Elevado e seu unigênito comungavam daquele lugar. Uma casa, uma casa de carne, pois diziam que era o cordis ou o útero da criação.
Um enigma foi proposto, por um dos arcontes para servir como busca e sentido à nova existência, entretanto por mais que se esforçassem não conseguiam encaixar as peças, neste quebra cabeça cósmico, para dar sentido real, sabor e abundância de vida aos novos entes.
O Verbo teve que intervir, pois todos haviam percebido que fazia se propício ao Unigênito entrar na câmara santíssima e ali, diante da Presença Eterna conversar com o Inefável, em busca de algo que pudesse trazer abundância de vida aos neófitos.
Então, os enviados serventes da recamara do rei receberam ordens para preparar e purificar o átrio do templo célico, e assim o fizeram. Estes servos, os homens chamam de anjos, mas nada mais são que seres enviados para uma missão especial. Um destes Gadreel, que em hebraico pode ser escrito como ?????, também conhecido como Azazel, é a origem de muito conflito e debate. Certamente seu real título, princípio e incepção estão envoltos em mentiras e sombras. Nenhum mortal, e até mesmo seres imortais, podem afirmar com certeza sobre algo que teve o embuste como razão de ser, embora nada passa despercebido e impune pelo Eterno.
Enquanto realizava os preparos para consagração dos átrios e vestíbulos reais sua atenção foi desperta por uma pedra vermelha, um seixo de jaspe carmesim usado nas vestes sacerdotais pelo Verbo. Quero deixar claro que muito do que acontece aqui não poderia ser descrito com linguagem e palavras humanas se respeitada sua exatidão. O certo é que o que foi me passado e permitido lhe exponho da melhor forma que minhas mãos escrevem e minha mente concebe, por isso faço uso alegórico, dos eventos agora relatados, pois sem os quais jamais poderia escrever. Por isso, creia no conteúdo e não na forma, como conselho, prezado amigo, haja sempre assim, na vida, geralmente o contorno é enganoso embora a essência liberte. Se não fizeres isto, de um jeito ou de outro, aprenderás que as palavras nada dizem, todavia o que fazemos com elas sim.
Então, possuído de cobiça, apeteceu possuí-la, pois conhecia o propósito e sabia que facultaria habilidade de abrir portais e poder sobre as trevas, corrupção e mal, se usada sem consentimento e vontade do Verbo, pois em seu coração deixou entrar a dúvida sobre a bondade divina. Sem muito pensar, tomou-a para si, colocando outra de sárdio, semelhante em forma, em seu lugar. Leitor cabe aqui lembrar, que o ocorrido, apesar de não aprazer a Aquele que É, foi planificado por Ele antes de todas as Eternidades, nas eras ocultas em Deus e no Cordeiro (O primevo Æion, Kairós do Ego e do Ser) e quando terminar tu verás que falo a verdade.
Neste momento, um Mal Antigo foi desperto, transformando interior deste anjo, que agora chamaremos de Inferno, עזאזל em hebraico, pois como narrado antes, se mal-usado o Jaspe Carmesim, que simboliza o sangue do Cordeiro, porque quem o toma e usa, o faz para sua própria condenação, se não empregar o discernimento por meio Daquele que é o alimento da alma. Uma porta foi aberta e o Inferno a habita e é habitado por ele, o Filho da Perdição.
Que fique claro que o erro deste grigori não foi possuir a pedra, mas ser ladrão de algo que é livre a todo aquele que pedir ao Pneuma. O erro é a escravidão do espírito, pelo ego, que não se é refreado pelo Verbo. Neste momento, o horror primevo, entrou no corrompido anjo guardião dos aposentos reais.
Uma terrível tristeza abateu sobre o Verbo. Podia-se ver claramente no semblante do Cordeiro que algo muito sério o afligia. Porém, Ele sabia que era anseio do Eterno e conhecia muito bem os desígnios do coração de Deus. O Eterno, também estava aflito e pesaroso, pois isso não era de sua vontade ativa, mas permissiva.
Tudo foi preparado para o momento. E o Cristo entrou no santuário onde até os anjos temem ir. Ele vestia a indumentária sacerdotal completa. A Estola Sacerdotal ou Éfode uma peça parecida com um avental, confeccionada nas cores azul, púrpura, carmesim e o branco de linho fino retorcido. Sobre o Éfode um peitoral com as doze pedras, que representam os fundamentos que sustentam toda criação. Na cintura partindo do umbigo uma espécie de cordão de prata ligava as vestes ao cubo, o cubo de Metatron, uma máquina que permitia a entrada no santíssimo lugar, e assim, entrar em contado direto com o Arché. Arché é a substância primordial, constituinte de toda matéria do universo. Na verdade, Arché é um número que quando em execução conjunta com o cubo de Metatron possibilita a entrada no console fundamental que fornece uma interface para a criação da realidade. Uma vez conectado a máquina a realidade percebida pelo sumo sacerdote é mudada e este pode entrar no módulo de construção, uma espécie de programa de computador que funciona como um ambiente integrado que facilita a criação de realidades extraídas da lógica do número (ou programa) que inspira a vida.
Permita-me amigo explicar-lhe melhor o que é o Arché, também conhecido como unidade divina. Ele não é apenas um número qualquer, mas o padrão da perfeição, uma seqüência harmoniosa que encerra dentro de si todas as criações possíveis. Embora bastante próximo de Deus o Arché não é Deus. Podemos dizer que Deus é pleno quando o Verbo, a Lógica e a Materialidade trabalham em prol do sentido existencial, o tempero da vida, o Amor. O ator do Verbo é o Cordeiro, o ator da Lógica é o Arché e a Matéria é fruto da máquina de Metatron. Embora não percebamos todas as vezes, os três são e estão em Um e são vistos em plenitude no homem, mais corretamente no Filho do Homem e neste, sempre trabalham em Amor, afinal Deus é Amor!
Após todos os preparativos realizados então o Verbo adentra o santíssimo lugar. Imediatamente sua fisionomia se transforma. O módulo arquiteto estava carregado e o link foi estabelecido. Todo poder criativo de Deus estava ao dispor do Verbo, assim como, uma via de largura de fluxo inesgotável fornecia a comunicação direta entre Pai e Filho. Amigo, você deve estar perguntando por que essa conexão se fez necessária, visto que Pai e Filho são um, posso citar vários motivos, mas dois se destacam.
O primeiro é que nem sempre o Filho quer e precisa de todo poder criativo divino, há momentos que isso não se faz necessário nem desejável, lembre-se que o Filho nunca usou poder desnecessariamente. Ele nunca precisou de pirotecnia para mostrar sua identidade, poder e glória.
O segundo é que Ele, sempre quis se comportar como humano, deixe me explicar com um exemplo. Um alpinista poderia escalar uma montanha com um equipamento que facilitasse ao extremo a conquista do cume da montanha, podendo se quisesse subir até lá de helicóptero. No entanto que graça teria isso? E lembre-se a chave da vida está na graça. A graça é o Amor, divinamente humano e pessoal, em Movimento. Sem movimento, não há graça. Sem isso a vida se torna o “Trabalho de Sísifo”. Vazia, oca, sem sentido e niilista. O Verbo vivo deseja que a criação se pareça com a história arquetípica dando forma, beleza e sabor em abundância. A limitação torna as coisas mais interessantes. Embora haja sacrifícios e sofrimento, ao final, quando o montanhista tem a magnífica visão do fruto de seu esforço ele diz, valeu a pena!
Há uma terceira razão, também importante, mas em momento propício, querido neófito, lhe revelarei. Por agora basta dizer que nem todos têm fé a ponto de mover montanhas e nem só o Verbo pode usar a máquina de Metatron, mas só ele pode ir ao Aleph Santíssimo e compreender o mistério e causa da Vida.
Depois de tudo preparado, Adonai inicia seu trabalho. Como de igual maneira, em todas as criações, a primeira criação é a luz, então em um grito catártico, Fiat Lux, e a luz foi feita. A partir deste ponto não preciso entrar em detalhes, pois você conhece o desenrolar dessa história. Quero apenas focar em um ocorrido, e farei isso nos parágrafos seguintes.
***
O grigori ladrão da pedra, não era o mais forte dos anjos, porém o mais astuto e hábil na arte do falar e convencer. Ele sabia que seus dias celestes estavam por se findar e pouco tempo teria antes que fosse derribado. Além disso, as trevas em seu interior cresciam rapidamente, sempre a clamar por sangue, morte e destruição. Ele precisava agir e ligeiro. Ele carecia de seguidores, mais isso seria impossível se não houvesse separação entre Deus e os Vigilantes Universais. Ele precisava se tornar o poder, o dínamo que separa. E se possível ele separaria até Pai e Filho. Ele semearia a semente da discórdia entre os anjos superiores. A fé na bondade divina deveria ser abalada.
Uma voz gutural sussurrou em sua mente – “A chave para as trevas é a morte e com a mentira triunfarás”. Ele ainda não havia percebido, mas o dragão, em seu âmago crescia devorando seu espírito dia-a-dia. E na biblioteca celeste seu interesse pelo conhecimento proibido das eternidades precedentes crescia, em especial sobre a figura dracônica. Ele não teve maiores problemas em obter tal conhecimento, pois era o responsável pela manutenção do acervo da biblioteca real. Justamente o anjo que devia manter os livros em secreto traía o designo divino. Isso foi apenas o começo.
Um prazer perverso enchia-lhe o coração. Ele se via maior que o Criador, o que lhe enchia o espírito de orgulho e prepotência. Então enfim a semente do dragão germinou em sua mente. Ele percebeu que o seu sim, não precisava ser sim e o não, não precisava ser não. E o engano o fez sentir livre como nunca antes. O primeiro fruto da semente do dragão foi à mentira. A mentira que falsamente liberta.
Munido de conhecimento oculto e proibido se aproximou de Samyaza, o querubim do trono. O único anjo que conhecia o nome completo de Deus, o Logos, palavra passe que concedia acesso ao cubo de Metatron para alteração da realidade. Era poderoso em guerra e belo em formosura, sendo considerado o sinete da perfeição. Fazia sua morada junto às pedras afogueadas. Seu poder militar e anjos seguidores rivalizava com os de Miguel. Samyaza, não deixava transparecer, mas em seu interior deixou crescer certa inveja por Miguel, pois julgava desnecessário dois generais celestes.
Gadreel possuído pelo dragão havia percebido a insatisfação do querubim do trono. Sucessivamente alimentava o sentimento ínvido de Samyaza. Tornaram-se amigos. Gadreel em momento propício convidou-o para a biblioteca celeste e lá comungaram de conhecimento proibido. O dragão em Gadreel era ávido em devorar o espírito e sabia que não poderia abastecer-se ainda mais de sua morada, pois acabaria por destruir seu aliado por completo perdendo-o na morte e na loucura. Incentivou-o com sussurros semi-conscientes a fazer o Pacto de Execrações, descritos nos livros do primevo Aion, relatado no terceiro capítulo, “A criação do Dragão”.
Tão logo as juras do ritual se concretizaram o dragão entrou em Samyaza, lhe despertando dúvidas sobre a bondade divina. Ele sabia que o que fizera era errado, mas sentia um gozo maligno ao ver o mundo com os olhos do dragão. Enganado acreditava que o mal também poderia ser um bom trilhar e que as trevas eram belas. Não conseguiu compreender que o mal só atrai-o para a morte, e ao final consumiria seu espírito. Cabe neste momento dizer-lhe amigo que Deus deseja que sejamos um com Ele, mas Ele respeita nossa essência. Já o dragão devora-nos de forma que não somos um, mas acaba por amalgamar de forma indelével sua essência em nosso imo suplantando-a pela a dele. Sobrando somente ele. Sua fome é insaciável. E seu apetite irrefreável. E suas vítimas acabam por sucumbir, sem perceber a mordida do vampiro das almas.
Então por que Deus criou o dragão? Veja que o dragão é mal, pois assim foi criado, ele foi homicida, promotor da morte desde o princípio, e com justiça será tratado no final.
Nós eleitos, desde a fundação do mundo, somos vitoriosos de eternidade em eternidade. Somos mais que vencedores. Porém o dragão e sua semente serão derrotados de criação em criação. Como o vilão que em sua desgraça merecida abrilhanta a vitória do herói. A derrota do dragão é motivo de festa daqueles que viveram pelo Verbo. Isso está em nossos corações, implantado em nosso inconsciente. É a história arquetípica escrita na primeva incepção. Na criação anterior o dragão foi vencido pela força... Nesta, porém, o nosso inimigo está em nós e não será vencido pela força ou poder, mas pelo Espírito de Deus. Se a luta será terrível, a vitória será imensa. A vitória, no entanto, revelará sim de modo esplendoroso que o santuário santíssimo tem lugar em nosso mais íntimo, em nosso EU SOU. Seremos e já somos coparticipantes da natureza de Deus. O Misterium Tremendum, o galardão final, daqueles que são fiéis ao Verbo, será revelado e conheceremos como também somos conhecidos. E Deus fará tudo novo de novo!
Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. No entanto, a presença do mal permite o agir do bem. O Cristo teve a oportunidade de demonstrar seu amor, que em graça se transformou vertendo seu precioso sangue. E derrotada foi à morte e seu aguilhão e veneno será por fim destruído. Em alegria seremos transformados e o que hoje são sombras e névoas no porvir serão cores vivas como as luzes da aurora no esplendor do amanhecer.
O Eterno trabalha com ciclos. Como disse o sábio “Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou.”. Observe as estações do ano, os meses, as semanas e até mesmo os dias. Eles se repetem, mas sempre de forma diferente. A novidade não está exatamente naquilo que se vê, mas em como se vê.
Há tempo de destruição, de renovo, de trabalho, de descanso e neste fluir as eternidades passam. Ainda que em momentos de dor, mais perto chegamos do criador. Feliz aquele que achar mérito no autor das almas e para quem Ele disser, “Servo bom e fiel entra no teu descanso”. Nem todos adentrarão no descanso, pois com juras Ele disse “Não entrarão no meu descanso, embora fossem completadas as obras desde a fundação do mundo. ” Pois em certo lugar disse assim acerca do dia sétimo: “E descansou Deus no dia sétimo de todas as suas obras”. Pois aquele que entrou no descanso Dele, esse também descansou das suas obras, assim como Deus das suas. Lute por sua salvação, amigo, para que te aches no Espírito Eterno no dia em que Ele vir nas nuvens revelar as obras de suas mãos. O tempo é breve e já estamos no início do sétimo dia. Um dia para Ele são mil anos. Nosso tempo não é o Dele! E o homem é senhor do sétimo dia e reinará no milênio com o Cordeiro. Reino de justiça e paz.
Samyaza então revela a Gadreel o segredo do nome divino. Gadreel agora poderia entrar na nova criação divina e semear o germe do dragão. Entretanto havia um obstáculo. Como chegar ao santíssimo lugar, diante da presença divina, sem ser fulminado pela glória da visão sublime. Eles precisavam de algum artifício que pudesse ofender o Espírito de tal forma que este momentaneamente se ausentasse do sumo santuário. Precisavam conversar diretamente com o dragão e para isso usaram a pedra carmesim roubada. Assim, profanou a pedra de sangue para trazer do abismo ancestral o dragão. Munidos de poder profano conseguiram realizar a maior de todas as desonras, “O abominável da desolação” no lugar onde jamais deveria ser feito. Eu poderia relatar como e de que maneira isso foi realizado, mas o simples fato de mencionar tal hediondez é um sério pecado, por isso amigo, não entrarei em detalhes.
O dragão usou Gadreel para ocupar a serpente e então seduzir a Eva a comer do fruto do conhecimento. O dragão pôde então inserir no gênero humano sua corrupta semente. É por isto que alguns homens são verdadeiros demônios, sem qualquer tipo de compaixão ou remorso por seus atos. São filhos do diabo, promotores da morte e do engano, homicidas frios e insensíveis. Nos últimos dias, quando a ceifa estiver às portas, a distinção entre luz e trevas entre joio e trigo será fácil e assim os anjos terão pouca dificuldade em separar os bodes das ovelhas.
Nessa época, os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes aos seus pais, ingratos, ímpios, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Serão o reflexo do dragão trilhando o caminho da escuridão em profundas trevas. Do céu será revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. Como disse o Revelador “veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.” Mas antes da primeira luz do dia raiar no horizonte, a noite tem que ficar mais escura!
Deus sabia qual caminho o homem iria trilhar, mas Deus nunca pune um pecado que você ainda não cometeu. Deus realmente queria que o homem fosse como Ele, não negando-lhe nem mesmo seus atributos criativos, a maior vontade de um pai e que o filho trilhe seu caminho. Mas Deus sabia que isso tinha um preço, um alto preço, pois Deus não seria tão irresponsável de dar a uma criança tamanho poder de uma vez, por que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe totalmente! Foi então que Ele, Deus, revelou seu plano ETERNO de SALVAÇÃO, o CAMINHO, pelo qual os escolhidos chegariam a DEUS, de forma a não se corromper! Deus plantou no jardim do Éden duas arvores, a do "Conhecimento do Bem e do Mal" e a arvore "da Vida". Nas regiões celestiais, o Satã, a inimizade, a sombra, também entraria nesse plano. Gadreel entrou na serpente e fez o homem escolher um caminho que não era a vontade do VERBO. Ele roubou a identidade do homem e autoridade sobre o mundo criando inimizade entre Deus e homem e entre homens e homens! E ainda fez parecer, que ele foi o bem feitor da humanidade, revelando um segredo oculto, o qual, segundo o diabo, Deus não queria que o homem soubesse! Mas tudo isso já havia ocorrido, em Deus, nas eras ocultas da ETERNIDADE.
Então DEUS faz a promessa, a primeira profecia, sendo o profeta o próprio Deus, "Um dia, um descendente de Eva, esmagaria a cabeça da Serpente" e ela, a serpente, feriria este homem no calcanhar! O problema é que agora, o ser do homem, estava corrompido e não refletia o EU SOU, o espírito de Deus, que diferencia os homens dos animais, havia adormecido, e a sombra (que na Bíblia é conhecido como carne – A semente do dragão) tomou seu lugar. A alma do homem se inclinou e inclina para o mal, porque a essência do dragão se ligou a ela, como já havia dito. Então, Deus no tempo certo, envia seu TABERNÁCULO, de carne, o VERBO abre o CAMINHO, do alto a baixo, rasgando o véu, o escrito de dívida, que separava DEUS do homem, se misturando com o homem de forma tal que não poderia ser separado. Uma guerra foi é e será vencida... Neste CAMINHO agora o homem tem em seu corpo duas essências conflitantes e que militam entre si, o ESPÍRITO e a CARNE. Por isso que Jesus, O VERBO TABERNACULADO, desce as profundezas trevosas do inferno e toma a chave da MORTE do diabo.
Tornando Ele, o cabeça dos principados e potestades (leia Colossenses 2 - atente para o versículo 10). Agora pelo sangue do cordeiro, o diabo (Gadreel), o dragão e satã (Samyaza) podem ser vencidos, porque Jesus é também senhor do INFERNO, como desde a eternidade foi, mas que a agora em plenitude se consumou! Por fim, Jesus ressuscita e então tem se inicio o tempo da graça. Neste tempo, todos que se alimentarem da Árvore da Vida, a Videira Verdadeira (leia João 15) e exercerem a autoridade de Cristo, sobre o mal, conservando seu Espírito Santo, serão arrebatados ou morrerão em Cristo, não experimentando jamais o dolo da segunda morte. E com o cordeiro reinarão pelos séculos dos séculos.
CAPÍTULO 2 - KAIRÓS
Quero contar aqui algo que ocorreu em um tempo fora do tempo. Quero falar da primeva incepção. É uma tarefa hercúlea, mas tentarei ... É certo que o Espírito Eterno, sempre ajudando e inspirando, está aqui... Que seria eu sem o Pneuma, meu amigo? Que preenche e transborda o coração daqueles que vivem pelo Cordeiro. Espero que Ele, enquanto você lê esses escritos, que encha até transbordar as palavras e a linguagem seja muito mais viva que apenas letras mortas num papel.
Antes do tempo existir existia o Verbo, como disse João, “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”
Todavia amigo pode ter passado em sua mente... O que havia antes do princípio, não é mesmo? Bom, tenho duas respostas para você, a mais simples é: Só Deus sabe... É... Não te satisfez... Nem a mim... Queremos saber, né? Aqui vem a segunda resposta. Nem tudo é possível saber, pois não há uma resposta que cabe na lógica atual desta criação.
Deixa te explicar melhor, se algo é o princípio de tudo, não pode haver antes... Estamos acostumados a viver em Chronos, o tempo depois do tempo, mas aqui, como disse outrora, estamos em Kairós, um não-lugar fora do tempo e do espaço. Isso por que o tempo como conhecemos também é uma Criação do Eterno.
Há perguntas que nunca saberemos a resposta. E há perguntas que não tem resposta. E estas só Deus sabe, por que Ele sabe de tudo. Em alguns casos Ele revela seus mistérios, como aconteceu com Enoch, o sétimo depois de Adão, mas isso lhe custou um alto preço. Não por que Deus é como o poderoso chefão, a Cosa Nostra, que lhe mata por que você sabe demais. Isso acontece por que há mistérios que se revelados podem modificar de tal forma a psique e o corpo que simplesmente a existência é desfeita.
Como está escrito em Gênesis que Enoch andou tanto com Deus que já não o era mais, e Deus o tomou. Esse tomar de acordo com o Codex Aleppo é אתו. Esta palavra tem sido alvo de estudos judaicos conhecidos como midrashim. Midrashim, nada mais é que estudos rabínicos mais aprofundados, tentando preservar a exegese original, que as vezes pode ter se perdido com o tempo. E podemos dizer que extraindo sua definição do Codex Aleppo ou ainda dos “Manuscritos do Mar Morto” possui uma acepção que mistura os sentidos das palavras fundir, desfazer, coexistir e coparticipar em uma única palavra.
E há Verdades em Deus e Ocultos que são tão perigosos, ou melhor, temerosos, que se revelados fora do momento escolhido enrolariam o universo como um pergaminho na mão de um escritor. E nisso não há menor graça... Nem para Deus... Nem para nós... É como saber o final do filme, antes de assisti-lo. Embora aqui não saiba nem revele estes mistérios, cuidado... Você não será mais o mesmo após ler esse livro... Eu te garanto... Quando o recebi percebi isso! É... o autor escreve, mas também o recebe, nem que seja pelo ar (Pneuma)! Não é mesmo Teófilo... Não é, meu amigo?
Voltaremos a falar depois sobre Enoch, personagem muito importante, que o livro de Judas (não o Iscariotes) cita, inclusive com alusões ao terceiro Livro de Enoch, que segundo muitos pais da Igreja, como Orígenes, deveriam estar no Cannon Bíblico, mas não estão por que os Judeus Ortodoxos, pais da Torah, o baniram pois continha profecias que os deixavam incomodados com sua exatidão sobre a vida do único e verdadeiro Cristo, Yeshua, o unigênito Filho de Deus.
O judaísmo rejeita a crença de que Jesus seja o Messias aguardado, argumentando que não corresponde às profecias messiânicas do Tanach, justamente por que mutilaram a Torah retirando o referido livro.
Quero deixar claro que não sou anti-semita muito pelo contrário. Oro pelo povo judeu, pelas suas aflições, mas sei que muito do que acontece no mundo (coisas boas e ruins) tem algum dedinho judaico. Em algum lugar está escrito que este povo será como pedra no sapato das nações. E em outro sítio diz que todas as famílias serão abençoadas pelos filhos de Abraão. Mas é certo que de fato comandam toda mídia ou pelo menos boa parte da mundial, mas com certeza da ocidental. Principalmente Hollywood. Preste atenção e verás que falo a verdade!
Quero também dizer que nada escapa a vontade de Deus. E este o permitiu, pois vivemos no tempo da graça, mas quando chegar o tempo dos Judeus estes acordarão para a besteira que fizeram, quão vergonhoso será reconhecer que eles, enganados e iludidos, favoreceram o “Abominável da Desolação”, por sua grande teimosia em não aceitar o Verbo Tabernaculado, Jesus de Nazaré. Sempre há um propósito oculto nas ações do Eterno. Principalmente na progressão do desvelo da verdade sobre o que e como se dará o desfecho de tudo. E o livro de Enoch terá importância ímpar neste processo.
Continuando... Posso dizer, ainda que grosseiramente, que Kairós é um lugar na mente de Deus, mais ou menos, como a imaginação humana, porém com realismo e detalhe maior que nosso mundo. Kairos é Deus descobrindo Deus e brincando de esconde-esconde com seu Filho e envolvendo e sendo envolvido pelo Espírito Santo. É como uma família, em seus momentos mais íntimos.
Bom... Para facilitar diremos que a primeira criação de Deus foi Deus. É como acontece no sistema de Boot de um PC. Deus cria Deus, ou melhor gera Deus. Deus na pessoa do Pai, cria o Filho, o Verbo. A BIOS de seu PC, ainda é seu computador, porém ela é o que dá o arranque em todo sistema computacional.
Por um prisma a vida pode ser vista como relacionamento. E não há relacionamento na Unidade Absoluta. Isso por que, relacionamento se expressa por pelo menos duas entidades. Deus só se relaciona com Deus em sua trindade. Entretanto, em Kairós, inicialmente só existia Deus UNO.
No princípio, havia o SER, o Verbo... Simples, compacto, total, denso e pontual. O “SER” neste ponto está impessoal e no infinitivo. Como o espectro da luz branca que carrega em unidade todas as cores. Não há o Eu, ou qualquer outro pronome, muito menos tempo verbal e ação. Apenas a existência. Embora não lhe faltasse cor alguma, faz parte da beleza de Deus compartilhar o que Ele tem...
É aqui que usar a linguagem, com suas limitações, torna tudo mais complicado. Se necessário releia esta parte. Vamos a ela...
Não havia nada, muito pelo contrário, do nada, nada se tira. O nada nunca se aplica ao ser, por isto não é! O nada como figura de linguagem pode ai sim ser alguma coisa, mas isso agora não vem ao caso. Nunca chegarei a um somando apenas zeros. Para o zero, o um é infinitamente grande, pois nem mesmo com infinitos zeros, chegamos a um. Mas com uns e zeros eu percorro o infinito. O sistema de numeração mais básico é composto de apenas dois números ou estados. Zero e Um. Ligado e Desligado. Vivo e Morto. Com estes dois dígitos posso expressar infinitos números... Ou estados... Mas o zero, ainda que seja o menor número expressando quantidade não é nada. Afinal o “é” pode lhe ser aplicado, pois este É um número.
Então o SER se esvaziou até morrer. A primeira morte é o vazio... Embora essa morte não seja a morte verdadeira... Algo como mergulhar num rio e voltar a superfície... Um batismo! Como um pai brinca com o filho com uma coberta fingindo e terminando com um put e se revelando.
As vezes esvaziar é triste e angustiante. As vezes trás alívio e gozo... Uma Catarse. Como os franceses chamam “La petit mort”. A pequena morte. Até Deus, apesar da dor de se esvaziar, sabia que o melhor é serem dois do que um! Morreu pois sabia que vale a pena morrer para que outros possam viver... Afinal... E a morte de Deus gerou o Filho. E assim dois estados ou entidades e um relacionamento em Espírito Santo.
Inicialmente esse relacionamento se processa como uma adição, uma soma, se preferir use a palavra do Codex Aleppo ???? para definir este relacionamento.
E o Filho falou... EU SOU! E um sorriso no rosto de Deus apareceu em alegria com as primeiras palavras do Filho... Ou seriam Suas? O que importa é que ele o Amou! Sim o primeiro sentimento de um relacionamento. O Espírito que une o Ser em Santidade! Agora Deus estava completo... Pai, Filho e Espírito Santo em Deus... Em Amor!
É amigo, na trindade as vezes não separamos quem é quem. Deus sabe bem expressar a palavrinha difícil, que significa fundir, desfazer, coexistir e co-participar, aquela do Codex, que da uma confusão doida na mente... Só posso dizer que a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana... Não é mesmo?
Quem nunca saboreou a cereja em cima do bolo fazendo um filho, não sabe o que é viver! A escritura afirma que o maior prazer aqui da terra é o menor dos que existem no céu! E deve ser mesmo, pois aqui cercados de pecados e de morte a expressão do amor, ainda que apenas erótico, é deveras agradável... Imagina como devem ser os relacionamentos no céu onde há pureza cristalina. Afinal o que temos aqui são apenas sombras, opacas como um espelho embaçado comparadas com o que há de vir!
Acho que estou ficando louco... Concorda?
Então continuando com essa sábia loucura... Deus, na Pessoa do Pai e Deus na Pessoa do Filho continuam um se entregando ao outro, enchendo e esvaziando, como um pulmão, renovando e purificando seu relacionamento, o Espírito de Sua Santidade que traz graça e sabor a vida, o Pneuma. Esse Amor, esse Espírito é o alimento da alma, da mente, de Deus, em Kairos, e também do nosso mais indissociável imo, o nosso EU SOU, o Arché citado no primeiro capítulo deste livro.
Quero deixar claro uma coisa. Deus é amor, mas o Amor, não é Deus. O amor, é o alimento, a fonte, o maná celestial que dá substância a matéria, mesmo que esse não a seja a matéria em si. Como disse Paulo em sua carta a Hebreus, “... entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível foi feito do invisível.” Em outras palavras, o que é físico, em sua essência, é feito daquilo que não está em Physis.
Seu fosse um cientista, e na verdade o sou, diria que a matéria não possui materialidade em si, mas o espaço, o oceano de Higgs é que lhe dá materialidade, como sua massa e densidade. O átomo é um imenso espaço vazio, com pequeníssimas partículas, uma laranja no centro de um gigantesco campo de futebol. O universo, no frigir dos ovos, é mais de 99,9999% de espaço vazio. Afinal, no principio, o grão de mostarda, átomo primordial, cabia na cabeça de um alfinete, mas pesava mais que bilhões de sois.
Falando em BIOS, que anteriormente referida como o Sistema Básico de Entrada e Saída, quero também falar de Bios, como vida biológica. Qual a principal coisa que deve existir para que haja vida? Para responder isso vamos definir vida.
Vida, conforme aprendemos na escola, de um modo geral, precisa exibir todos os seguintes fenômenos pelo menos uma vez durante a sua existência: Desenvolvimento: passagem por várias etapas distintas e seqüenciais, que vão da concepção à morte. Crescimento: absorção e reorganização cumulativa de matéria oriunda do meio; com excreção dos excessos e dos produtos "indesejados". Movimento: em meio interno (dinâmica celular), acompanhada ou não de locomoção no ambiente. Reprodução: capacidade de gerar entidades semelhantes a si própria. Resposta a estímulos: capacidade de "sentir" e avaliar as propriedades do ambiente e de agir seletivamente em resposta às possíveis mudanças em tais condições. Evolução: capacidade das sucessivas gerações transformarem-se gradualmente e de adaptarem-se ao meio.
***
Fim da mostra de meu primeiro livro... Podes reproduzir estes capítulos onde quiseres, mas lembre-se de citar o autor - Rodrigo Lima – http://seguidoresdocaminhoeterno.blogspot.com.b)
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Curioso para saber o final... Você já sabe... Mas ainda não lembra!!! Aguarde... Em breve numa livraria perto de você e na internet para baixar gratuitamente em MOBI, PDF e Epub... Espere, vai valer a pena... Enquanto isso, espalhe a mensagem!
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2018.03.10 00:20 da-lama-ao-caos [Zelotes Hora] - Curso sobre o golpe de 2016 na UFRGS. Procuradora Marta Leiria Leal Pacheco está de LUTO 🏴

Fiquei impressionada com a notícia de que o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da nossa UFRGS, nada menos do que a melhor universidade federal do país, já firmou posição no sentido de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff consistiu em um golpe.
Reparem no nome do curso de extensão, a ser oferecido a alunos de graduação e pós-graduação: O Golpe de 2016 e a Nova Onda Conservadora no Brasil. O título, salvo melhor juízo, denota que, mal encerrado o processo de impeachment, o instituto já tem posição firmada sobre o tema. Ora, se não há sequer um ponto de interrogação, mas sim uma afirmação peremptória, tudo leva a crer que não haja interesse em propiciar verdadeiro debate com a finalidade de estimular o exercício do espírito crítico, a ampliação da capacidade argumentativa, a análise de duas versões plausíveis para os mesmos fatos. E o que é gravíssimo: isso em pleno ambiente acadêmico! A posição institucional é clara: houve golpe. Ponto final. Quem discorda é despido de espírito crítico, tem a mente estreita. Trata-se do ultrapassado conservador.
Não sejamos ingênuos. As pessoas não são ideologicamente neutras, isso não existe.
MARTA LEIRIA LEAL PACHECO
Procuradora de Justiça
Discriminar os ambientes é preciso. Não estamos falando daquelas conversas descontraídas entre familiares no almoço de domingo, dos bate-papos com os amigos na mesa do bar, de grupos de estudos entre alunos. Também não estamos falando das famigeradas redes sociais, espaço em que impera o vale-tudo, em que não raro nossos conhecidos, pessoas cordatas, ponderadas e educadas, nos surpreendem perdendo as estribeiras e o bom senso e xingando quem com elas não concorda. Também não se trata do direito consagrado na nossa Lei Maior consistente na liberdade de expressão ou do direito de emitir opinião pessoal.
Não sejamos ingênuos. As pessoas não são ideologicamente neutras, isso não existe. No entanto, é extremamente preocupante que aos alunos, em especial a jovens em formação, somente seja mostrada uma versão açodada e parcial dos fatos tão graves que culminaram com a medida extrema do afastamento da presidente. Ou que apenas um grupo de professores provavelmente alinhado ideologicamente, e menosprezando os que "ousam" divergir, discorra sobre o tema.
Se o instituto não tem perguntas, eu, como integrante do Ministério Público, e acostumada a analisar com imparcialidade as questões que me chegam para parecer, sempre preocupada com o contraditório, com a ampla defesa, e com a exposição de fundamentos consistentes, tenho várias. Aqui vão duas: convidaram professores de Direito Constitucional para falar sobre o assunto? Ou quem sabe "acham" que não existe, neste país, ordem jurídica e estado democrático de direito, tal como assegura a Constituição Federal?
Queria estar equivocada, mas parece caso de manifesta militância, se não político-partidária, no mínimo ideológica, grassando incólume na melhor universidade federal do Brasil. Quem tem amor ao verdadeiro significado da palavra filosofia, aos grandes debates acadêmicos e à liberdade de pensamento, como eu, está de luto.
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2018.03.01 10:46 jopeu2 IDIOMAS

A TORRE DE BABEL - Nada esta mais vigente na atualidade que o mito da Torre de Babel, só que não são os diferentes idiomas que complicam, o que complica é o fundo, a base do idioma ou expressão de transmissão humana. A existência de tantos idiomas diferentes nos demonstra que não são tão importantes às regras gramaticais nem os sons. Pois a transmissão humana é a tentativa de expressar e transmitir experiências e sentimentos de um indivíduo para outros. Quem expressa emite com sua compreensão, mas ninguém recepciona o que outro expressa. Como todos os seres humanos são diferentes e únicos, nunca é igual à recepção de uma pessoa, com nenhuma outra, pois isto depende das experiências individuais de cada um. Geralmente cometemos o erro de supor, que o entendimento do outro seja igual ao que nós temos e expressamos. Por isso o importante é a compreensão, o entendimento que o homem possa obter na transmissão. Mas na humanidade nunca ensinaram o “como compreender”. A palavra compreender vem do latim, “compreendere”, que quer dizer: colocar junto todos os elementos. Mas a compreensão humana vai muito além disso, ela comporta uma parte de empatia e identificação. O que faz com que se compreenda alguém que chora, por exemplo, é saber o significado da dor ou tristeza desse sentimento expressado no ato de chorar. É isto que permite a verdadeira comunicação humana. A grande inimiga da compreensão é a falta de preocupação em ensiná-la. E isto está se agravando, estamos vivendo numa sociedade individualista, que favorece o sentido de individualidade, onde se desenvolve o egocentrismo e egoísmo, que como consequência alimenta a autojustificação e a rejeição ao próximo. A compreensão humana é um processo complexo e amplo. Mas aqui vamos a expressar especificamente a compreensão sobre os idiomas, a expressão oral e escrita, denotando que o “significado” dos vocábulos é o que realmente é importante. O som e as letras não têm tanta importância. Se mudarmos a palavra sem mudar o significado, nada mudaria, chamemos ao amor ódio, ou ao bem mal, nada mudaria, pois o importante é o significado da palavra. Para a humanidade poder crescer em compreensão e consciência, as expressões devem poder abarcar explicitamente todos os mundos existentes, não só o físico, mas também, o mundo mental e o eterno. O eterno nos idiomas é expressado pelo vocábulo Verdade, o qual só pode ser imutável e inalterável, único. Não existem duas verdades diferentes e muito menos uma verdade de cada um. Os idiomas são a tentativa de expressar e transmitir experiências e sentimentos por um indivíduo, onde a palavra expressa, tem o significado da compreensão de quem fala, mas ninguém recepciona o que outro expressa, da mesma forma como este pretende que se entenda. Nos dias de hoje existe uma grande confusão, pois falamos com muita gíria e modismo, usando indiscriminadamente sinônimos que aparentemente sem consequências, compromete a compreensão e gera confusão. E o pior, é que essa confusão passa desapercebida. Como também a falta de expressões que diferenciem os diferentes planos da existência, especialmente ao físico, mental, e eterno, nos leva a uma confusão em nosso entendimento, impedindo-nos de uma compreensão ampla e real. As regras gramaticais são uma tentativa de que o entendimento seja o mesmo para todos dentro de um idioma em particular, mas deveriam priorizar o significado dos vocábulos, fazendo que sejam mais rígidos e explícitos, ademais de especificar todos os diferentes planos que possam existir, que nos manuseamos no caminho da vida. Uma coisa importante é dar ao vocábulo Verdade o seu real significado de eternidade e unicidade. As palavras como o vocábulo “Verdade” usado indiscriminadamente, faz com que o ser humano adoeça. Porque ele se confunde entre o real significado do vocábulo Verdade, que refere-se a aquilo que é “Eterno”, com as coisas mutantes do dia a dia. Devemos ter muito presente, que o ser humano tem o poder de dar o “Valor de Verdade” a qualquer coisa, seja ela qual for, mesmo que seja absurdamente falsa. Se isso acontece conosco não conseguiremos compreender, pois não diferenciaremos o eterno do transitório, impedindo-nos de reconhecer o caminho que devemos seguir. Andaremos a deriva como hoje sucede com 90% da humanidade.
As expressões dos vocábulos Verdade, Realidade e Ilusão, bem compreendidos e expressados de acordo ao significado correto, faz que com suas diferenças nos permita obter uma maior compreensão do meio, de nós e da nossa vida. De acordo a como compreendemos é como nos expressamos e atuamos. Mas devemos viver essa mudança no dia a dia.
Para poder penetrar no mundo de uma consciência mais ampla, devemos expressar com a palavra “Verdade”, somente aquelas coisas que forem eternas, as outras, aquelas coisas que estão em constante mudança, é onde deveremos usar a palavra “Realidade”. É importante compreender a diferença, realidade é aquela coisa que hoje “é”, mas como se refere ao mundo fenomenológico que é transitório, antes não “foi” e amanhã não “será”. Verdade é referente ao eterno, aquilo que ontem, hoje e amanhã por sempre será. Podemos usar de uma artimanha para melhorar a nossa compreensão. Devemos ter em conta que uma das características do ser humano é a busca permanente pela verdade. É o desejo de comprovar a veracidade dos fatos, e de distinguir o verdadeiro do falso, o eterno do transitório. Assim pois, para poder realizar mudanças internas na nossa consciência, podemos usar os vocábulos “Verdade e Realidade”, para expressar e compreender melhor o nosso mundo e o nosso ser. O mais importante é o que essa mudança faz dentro de nós. A medida que praticamos diferenciando os diferentes planos com as palavras, dentro de nossa mente, amplia-se nossa compreensão, e vamos adquirindo uma consciência maior de todas as situações. Se usamos a palavra “Verdade”, somente quando desejemos expressar aquelas coisas que forem eternas, sem principio nem fim. Estaremos denominando especificamente tudo aquilo que possa ser entendido como base dos universos, Deus, e praticando na vida diária uma diferenciação entre o eterno e o transitório. Isso nos elevará o nível espiritual, já que diferenciara claramente o plano espiritual como um plano a parte, eterno, diferente deste mundo, no qual existimos como corpo e somos parte. Mas se utilizamos o vocábulo Verdade para determinar situações que não são eternas, teremos como consequência uma grande confusão. Isso é o que existe hoje. Realidade seria a palavra adequada para referir-se ao mundo que nos rodeia, que está em constante mudança. Toda a criação faz parte da Realidade, só que para o homem, aquelas coisas que estão afastadas, que ele não vivencia, é como se não existissem. Mas existem e fazem parte da realidade de outros seres. A Realidade do homem, é o seu corpo, a sua mente consciente e o mundo que o rodeia; ou melhor expressado, a sua realidade individual. E diremos que em lugar da palavra verdade, “sim foi real a expressão dita por fulana”, ou “sim foi real, isso aconteceu” Dessa forma é que conseguimos praticar na vida diária, uma diferenciação entre o eterno e o transitório. E com essa maior compreensão, poderemos inclusive facilmente intuir se os fatos são verdadeiros ou falsos.
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2018.01.10 21:26 ajuda_anonimo [Sério] Conselho: fim de relação de 10 anos, tenho 26.

Sou um rapaz, conheci uma rapariga no 11º ano e começámos a namorar. Fomos co-dependentes um do outro durante 10 anos, vivíamos muito um pelo outro, ajudámo-nos um ao outro a superar as dificuldades nas nossas vidas e funcionámos muito bem enquanto durou.
Enquanto ambos estudávamos víamo-nos todos os dias e ela dependia muito mais de mim para se manter feliz do que eu dela. Eu acabei os meus estudos e comecei a trabalhar, ela ainda está a estudar. Esta diferença provocou um distanciamento geográfico uma vez que não vivemos juntos neste período. Passámos a ver-nos com muito menos frequência do que no tempo em que ambos estudávamos, e felizmente, ela conseguiu dar a volta e tornar-se independente emocionalmente, encontrou amigos e aprendeu a lidar com a crítica. Eu cada vez mais gostava mais dela ao ver o seu crescimento pessoal.
Há pouco tempo disse-me que não sabia porquê, mas já não gostava de mim. A minha opinião é que por ter sido um bom companheiro de suporte emocional muito importante para ela, quando ela deixou de precisar desse suporte, muito do apreço que tinha por mim desapareceu. Não a culpo e talvez seja melhor assim para os dois.
Ainda assim, eu fiz um esforço ao longo do ultimo mês para organizar coisas com ela para tentarmos reatar mas era óbvia a falta de vontade do outro lado, chegou a dizer que sentia repulsa.
Hoje decidi pôr um fim a isto, senti que estava a fazer demasiada pressão, o esforço era unilateral e não estava a ser bom para nenhum de nós.
Investi todos os meus recursos sociais nesta relação e só tenho um amigo com realmente algum significado para além dela. Um verdadeiro caso de um cesto que se rompeu e que tinha toda a minha fruta la dentro.
Habituei-me a uma relação com significado e baseada na amizade e no respeito. Isso faz-me muita falta agora e tem-me feito nos últimos tempos, daí ter decidido terminar para tentar acabar com este sofrimento.
Gostava de conseguir manter-me produtivo no meu trabalho, ainda por cima faço-o em casa ao meu ritmo. Tenho imensos interesses, distrações não me faltam, mas parece que nada enche este vazio, talvez porque não gosto assim tanto de nada como gostava da minha namorada, e essa é outra razão pela qual este relacionamento já não era saudável, acabei por ser eu a depender dela, só que desta vez não houve correspondência.
Eu devia ser capaz de ser completo sozinho, mas neste momento preciso de alguém capaz de encher este vazio. Como não tenho experiência "no engate" nem uma vida social super ativa, pensei virar-me para o Tinder para tentar encontrar alguém interessante, mas ao mesmo tempo tenho uma ideia de que a população feminina no Tinder não está à procura de relacionamentos sérios. Ou procuram amizades ou sexo sem compromisso. Estarei enganado? Com 26 anos tive a sorte, ou o azar, de começar a minha vida amorosa com uma relação muito longa e que funcionou bem, pelo menos para o meu lado.
Antes que escrevam a proverbial frase "bate uma punheta que isso passa", gostava de explicar que o meu interesse sexual na rapariga só se manifesta quando estávamos juntos, literalmente no sofá ou na cama, dada a situação que temos passado. Não tenho qualquer atração sexual por ela quando não estou com ela, há coisas mais importantes que isso, tipo... sei la... o amor -.- ...
Alguém numa situação semelhante? Como é que resolveram isto? Algum conselho para lidar melhor com a situação?
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2016.07.31 00:32 o_humanista FLUSSER E A LIBERDADE DE PENSAR ou Flusser e uma certa geração 60.

"Nasci em Praga em 1920 e meus antepassados parecem ter habitado a “Cidade Dourada” por mais de mil anos. Sou judeu e a sentença “o ano vindouro em Jerusalém” acompanhou toda a minha mocidade. Fui educado na cultura alemã e dela participo há vários anos. Embora minha passagem por Londres em 1940 tenha sido relativamente curta, ocorreu em época de vida em que a mente se forma de modo definitivo. Engajei-me, durante a maior parte da minha vida, na tentativa de sintetizar a cultura brasileira, a partir de culturemas ocidentais, levantinos, africanos, indígenas e extremo-ocidentais (e isso continua a fascinar-me). Atualmente moro em Robion, sul da França, integrando-me no tecido de aldeia provençal cujas origens se perdem na bruma do passado".
Este é o Flusser que conheço (e aprendi a conhecer) ao longo de espaços e tempos os mais descontínuos. Figura humana impressionante, dessas que causam impressão de matriz em nossos núcleos pessoais. Mesmo não havendo empatia, no primeiro ou nos encontros subseqüentes, jamais se fica neutro. Flusser ama o desafio, o “corpo a corpo” intelectual provocando-o mesmo, quase como a um gesto iniciático. E que venham as críticas, elogiosas ou não, tanto faz! “Um marco na cultura alemã”; “Um desrespeito filosófico, de Platão a Wittgenstein”: as duas críticas diametralmente opostas lhe foram dirigidas por ocasião de um seminário em Hamburgo sobre seu livro 'Para uma filosofia da fotografia'. Flusser relata a cena com a melhor das gargalhadas – traço personalíssimo do caráter desse autêntico homo ludens, um Macunaíma judeu-tcheco-paulistano. Em sua última passagem por São Paulo, a convite da 18ª Bienal para proferir palestras, ouvi-o falar sobre seu tema atual: texto/imagem. As sentenças, destiladas pelo “rigor da razão-e-da-paixão” (como Flusser, poucos conseguem amalgamar), eram como chicotadas, querendo sacudir-nos da letargia a que nos condena uma época ruidosa; querendo incomodar, para que não se tenha a ilusão de não sermos responsáveis e que o pensar e repensar tudo não vale mais a pena. Mas aquelas sentenças queriam também abraçar, atrair novos e mais parceiros ao diálogo. Flusser sempre faz pensar. E pensar dói. Pois continua o mesmo, esse nosso amigo, escritor, filósofo, engajando-se para fazer da reflexão alimento de primeira necessidade, gesto corporal do ser, prazer erótico. Não há dúvida que, para ele, o homem total é o ser pensante.
"Participo da desconfiança em analogias que tendem rapidamente a se transformarem em metáforas, isto é, transferências de raciocínio adequado a um dado contexto para contexto inapropriado. No entanto, nada captaremos sem modelo. De modo que todo modelo deve, primeiro, procurar pescar o problema, e depois, procurar modificar-se, ou em certos casos, ser jogado fora. (...) O dever de gente como nós, é engajar-se contra a ideologização e em favor da dúvida diante do mundo, que, de fato, é complexo e não simplificável. Engajamento difícil, por certo, mas nem por isto, apolítico. Para nós, Polis é a elite decisória e não a tal massa".
A intenção que move este relato, que se quer subjetivo, é possibilitar um testemunho humano – não mais que isso – da vívida presença entre nós, geralmente incompreendida, super-sub-estimada, deste que é, por muitos, considerado “o genuíno filósofo brasileiro”-, já que falar de sua obra é tarefa que exigiria plena desenvoltura no percurso de seu controvertido pensamento. Se o faço, é certamente apoiada pelo afeto, mas sobretudo por um tipo de engajamento. Publicar Flusser, no Brasil, é questão de honestidade, simples reconhecimento do valor de suas reflexões. Mas falar sobre a pessoa de Flusser é, talvez, querer ir mais longe, penetrar floresta escura, já invadindo quem sabe espaço transpessoal.
"Aprendi o seguinte: ao nascer fui jogado em tecido que me prendeu a pessoas. Não escolhi tal tecido. Ao viver, e sobretudo ao migrar, teci eu próprio fios que me prendem a pessoas e fiz em colaboração com tais pessoas. “Criei” amores e amizades (e ódios e antagonismos); é por tais fios que sou responsável. O patriotismo é nefasto porque assume e glorifica os fios impostos e menospreza os fios criados. Por certo: os fios impostos podem ser elaborados para se tornarem criados. Mas o que importa é isto: não sou responsável por meus laços familiais ou de vizinhança, mas por meus amigos e pela mulher que amo. Quanto aos fios que prendem as pessoas, tenho duas experiências opostas. Todas as pessoas às quais fui ligado em Praga morreram. Todas. Os judeus nos campos, os tchecos na resistência, os alemães em Stalingrado. As pessoas às quais fui ligado (e continuo ligado) em São Paulo, em sua maioria, continuam vivas. Embora, pois, Praga tenha sido mais “misteriosa” que São Paulo, o nó górdio cortado foi macabramente mais fácil".
Quando o conhecemos – refiro-me a um grupo de jovens universitários dos anos 60, geração que cultivava um jeito de vivenciar intelectualmente a sua angustia e cuja ironia não havia ainda descambado para o deboche–, estávamos todos submersos no grande vazio que é a busca de sentido. Flusser, estrangeiro no mundo, apátrida por excelência, assistia a tudo, promovendo tudo. Mas entre o seu engajamento na cultura brasileira e o nosso destacar-se do pano de fundo habitual-nativo, uma sutil dialética se estabelecerá.
"Nós os migrantes, somos janelas através das quais os nativos podem ver o mundo".
Seria ele, para nós, esta janela?
"Mistério mais profundo que o da pátria geográfica é o que cerca o outro. A pátria do apátrida é o outro".
Seríamos nós, para ele, esta pátria? Nós, jovens daquela geração niilista, vivenciávamos a saga de uma época em que, após ter aplaudido o célebre protesto de estudantes na Europa, nada passava mais a ter significado. Os anos 60, se de um lado traziam marcas como a rebeldia dos Beatles, a revelação do sexo, e a partir daí, o culto ao amor livre do movimento hippie e a escalada social do bissexualismo; o fracasso da potência americana no Vietnã, onde a inteligência venceu as armas, num combate que utilizou cobras, abelhas e bambus; toda uma poesia desordenada e todo um desencanto às coisas e aos valores estabelecidos, por um lado, deixou farrapos de um derradeiro “romantismo”: desejo da mão jovem querendo reconstruir o mundo e impedida pelos velhos (como sempre foi); o olhar do mundo culto e politizado para o primeiro movimento de objetivos definidos na América, ao som do slogan “cubanos si, yankees no”; a resposta de uma “geração triste” que começava a se redimir pela música e a poesia (“Tropicália” e os “Novíssimos”, apenas para citar alguns). No campo da Filosofia, Sartre, Camus e demais existencialistas marcavam a juventude intelectual brasileira, embora a grande maioria não tivesse acesso a tudo isso. O escritor Jorge Medauar é quem diz: “O Brasil não tem linha filosófica definida porque não tem pensadores”. Nosso grupo, porém, era privilegiado: freqüentávamos a casa de Flusser. Lá se canalizavam os turbilhões, ventos e brisas do mundo filosófico, em tertúlias que se alongavam por sábados e domingos, e quantas vezes não éramos surpreendidos por Guimarães Rosa, Samson Flexor, Vicente Ferreira da Silva! Flusser foi se revelando professor, cercado por aqueles moços e moças, de modo doméstico e peripatético (embora sempre sentado em sua cadeira no jardim-de-inverno, nos fundos daquela casa, no Jardim América) envolto às fumaças de seu cachimbo inseparável. Não há como apagar os primeiros passos na filosofia ensinada, transmitida assim... Paideia construída pelo con-viver, em chão de concretude, por um “modelo” vivo de existência. Tudo isso plasmou as nossas mentes, interagindo hoje na circunstância em que vivemos. Caso clássico de influência poderosa de patriarca intelectual – não faltará quem o diga. Alguns, não suportando o peso de tamanha in-formação, hoje o renegam e se refugiam nos cantos matreiros do inconsciente, omitindo-se ao confronto. Não lembraria Flusser, em certo aspecto, a personalidade de Freud? Como ele – subversivo, judeu, emigrado – também não foi aceito pelo establishment acadêmico, criando afetos, desafetos e uma fieira de pupilos dolorosamente estigmatizados. Ao longo dos trinta e um anos em que viveu na circunstancialidade brasileira, Flusser desenvolveu seu modo de pensar com um vigor e originalidade que cunham um de seus traços inconfundíveis – o que lhe valeu imagem mitificada, e até certo ponto, desconcertante para certos eruditos, que, tantas vezes, com ele se digladiaram. Como Nietzsche, Kierkegaard e tantos outros, Flusser não se propôs a construir um sistema filosófico. Seu pensamento é um fluir generoso que se vai tecendo fora de velhas ou modernas malhas, dentro da urdidura fundante que é a linguagem – “morada do ser”, como a nomeia Heidegger. Seu mergulho nas correntes da Fenomenologia levou-o à Filosofia da Linguagem, seu campo predileto, ao qual dedicou vários ensaios, livros e cursos. Chegou até a criar uma coluna em jornal (“Posto Zero” na Folha de São Paulo, de 1969 a 1971), onde fazia uma espécie de análise fenomenológica do cotidiano brasileiro. Quando escreve, e o faz como quem respira o ar fresco das manhãs, Flusser traduz e retraduz o mesmo texto para as línguas que domina: alemão, inglês, português, francês.
"Sinto-me abrigado por, pelo menos, quatro línguas, e isto se reflete no meu trabalho, uma das razões pelas quais me interesso pelos fenômenos da comunicação humana. Reflito sobre os abismos que separam os homens e as pontes que atravessam tais abismos, porque flutuo, eu próprio, por cima deles. De modo que a transcendência das pátrias é minha vivência concreta, meu trabalho cotidiano e o tema das reflexões às quais me dedico".
Max Planck, em sua biografia, diz que para haver uma idéia original são necessárias duas condições: que o “criador” esteja livre e que morra toda uma geração, porque apenas a seguinte poderá compreendê-la. Os contemporâneos estão comprometidos e escravizados, por isso se assustam com o novo. Eis, numa palavra, o pecado de Flusser: pensar o novo e, para tanto, estar livre. Qualquer pessoa que entra em contato com suas idéias percebe o quão ligadas estão ligadas com o que acontece à sua volta. Não se pode delimitar as bases de seu pensamento, porque ele está constantemente correlacionado a fatos, não importa de que natureza. A aguda capacidade de observar o mundo e captar a atualidade, filtrando a ambos pelos conceitos clássicos e construindo os seus próprios conceitos, tornam Vilém Flusser o pensador para a época “pós-histórica” que atravessamos. É precisamente a consonância entre observação dos fatos e sua resultante reflexão que nos dá a sensação do verdadeiro. Mas, para que tal sensação conduza à verdade, o que ainda nos falta? Aqui transcrevo pergunta feita ao psicanalista Isaías Kirschbaum, que após driblar com mestria: la reponse est la mort de la question...(que analista, afinal, não tem necessariamente de ser filósofo...) assim respondeu: “Consenso é que dá cunho de verdade”. Daí, minha indagação: teria sido o meio cultural brasileiro – e o paulistano em particular – propício à formação de um consenso ao pensamento flusseriano, consenso que, por sua vez, teria de ser o fruto maduro de exercícios de crítica responsável e consciente por parte da comunidade pensante?
"Migrar é situação criativa, mas dolorosa. Toda uma literatura trata da relação entre criatividade e sofrimento. Quem abandona a pátria (por necessidade ou decisão, e as duas são dificilmente separáveis), sofre. Porque mil fios o ligam à pátria, e quando estes são amputados, é como se intervenção cirúrgica tenha sido operada. Quando fui expulso de Praga (ou quando tomei a decisão corajosa de fugir), vivenciei o colapso do universo. É que confundi o meu intimo com o espaço lá fora. Sofri as dores dos fios amputados. Mas depois, na Londres dos primeiros anos da guerra, e com a premonição do horror dos campos, comecei a me dar conta de que tais dores não eram as de operação cirúrgica, mas de parto. Dei-me conta de que os fios cortados me tinham alimentado, e que estava sendo projetado para a liberdade. Fui tomado pela vertigem da liberdade, a qual se manifesta pela inversão da pergunta “livre de quê” em “livre para fazer o quê”. E assim somos todos os migrantes: seres tomados de vertigem".
Sei que Vilém Flusser tem algo a nos dizer. Algo para nos inquietar. Sejamos livres para ouvi-lo. E exerçamos com liberdade o direito de pensar.
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